Voltar
PPS mostra as garras
O PPS de Barra Mansa já aparece como uma das principais forças políticas nas próximas eleições e, numa projeção sensata, também para a sucessão na prefeitura em 2008.
Quatro lideranças sustentam, hoje, o PPS, ao lado de correligionários fiéis ao programa do partido, o que o qualifica para, ao lado do PSDB, PMDB e PT como as siglas que decidirão o futuro político de Barra Mansa, a partir de agora.
O vice-prefeito Arnaldo Borges, ao abandonar o barco que está soçobrando, prova que a unanimidade tão falada do prefeitinho não existe e a divisão começa de cima para baixo. O PPS, abandonando qualquer coligação com o PMDB do capixabinha (que Deus o leve de volta) vai lançar candidaturas próprias para a Alerj e Câmara Federal e os nomes sairão dos quatro que hoje lideram o partido: vereador José Marques, ex-vice-prefeito Darquinho, Jonas Marins, presidente da Asbam e o próprio vice-prefeito, Arnaldo Borges.
É tudo o que o poderoso chefão não queria: Arnaldo Borges disputando a eleição para deputado federal, pois a sua votação concorre diretamente com a do engenheiro José Renato, até mesmo na esfera familiar.
O racha começou cedo no time do prefeitinho e olha que a coisa nem esquentou, ainda. A debandada vai ser geral, quando as pessoas de bem e que desejam a felicidade real (não a criada pela Peçaduto) de Barra Mansa avaliarem a canoa furada que se tornarão as candidaturas de Tânia Brasil e José Renato.
O vice-prefeito, homem de caráter, incapaz de associar-se aos conchavos e maracutaias, já definiu sua posição e mandou às favas a política que a administração deseja impor a ferro e fogo, a começar pelo funcionalismo.
“ Não é para cada um olhar para o próprio umbigo e querer ser o pai da criança em todas as conquistas. É demonstrar união, ter mais vontade política e mais amor por Barra Mansa” disse Arnaldo quando visitou A VOZ DA CIDADE. Educadamente, homem polido que é, Arnaldo fez, na verdade, uma severa crítica ao prefeitinho, dando-lhe de mão beijada uma lição que poderia ser aproveitada, não fosse ele vaidoso ao extremo e incapaz de aceitar as críticas, mesmo as construtivas.
O que fica, na verdade, é a esperança renovada do cidadão de bem, que já começa a sentir que outras lideranças, autênticas, legítimas, começam a se agrupar, longe da mediocridade que se encastelou na prefeitura.
O PPS passa a merecer, com a posição assumida, o respeito das pessoas de bem, daquelas que desejam e torcem para que uma luz não tarde a surgir e venha recolocar Barra Mansa nos seus verdadeiros trilhos de progresso, longe da politicagem que hoje se assiste.