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O
CLIMA era de tristeza na 89ª DP(Resende)
onde o policial Eduardo era lotado
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VIOLÊNCIA
Policiais civis mortos
Eduardo e Jorge foram
vítimas de assalto
no bairro Engenho de Dentro
RESENDE - A Secretaria Estadual de Segurança
Pública está investigando
o assassinato de dois policiais civis ocorrido
na manhã de ontem. Os comissários
de polícia Eduardo Miranda Ribeiro,
50 anos, lotado na 89ª DP (Resende)
e Jorge Lopes da Costa, 53, lotado na 99ª DP
(Itatiaia) foram mortos a tiros durante
um assalto no bairro Engenho de Dentro,
zona norte do Rio de Janeiro, onde moravam.
Segundo informações da Secretaria
Estadual de Segurança Pública,
os policiais foram abordados por homens
que estavam assaltando pessoas na rua onde
morava o comissário Jorge Lopes. “Quando
o policial Jorge saía de casa, foi
reconhecido pelos bandidos como policial
por causa da pistola que portava, tendo
sido baleado e morto na hora. O comissário
Eduardo, ao tentar socorrer, também
foi baleado, vindo a falecer”, informa
a Assessoria de Imprensa da Secretaria
de Segurança, salientando que não é raro
que policiais sejam assassinados em função
da profissão. “Casos como
esse acontecem não pela reação
dos policiais à violência
praticada e sim como uma forma de os bandidos
temerem represálias”, comenta.
O delegado titular da 26ª DP (Todos
os Santos), Mário Luiz da Silva,
que está cuidando do caso, afirma
que as investigações já estão
sendo feitas e que os procedimentos iniciais
estão sendo baseados nas informações
preliminares e já foi disponibilizado
o retrato falado de um dos suspeitos. O
laudo do Instituto Médico Legal
(IML) para onde os corpos foram levados
só deverá sair em oito dias.
O sepultamento dos comissários aconteceu
no final da tarde de ontem.
Durante todo o dia o clima era de tristeza
nas delegacias de Resende e Itatiaia. Segundo
um policial da delegacia de Resende que
não quis se identificar, era comum
Eduardo, que era chefe do cartório,
fazer o trajeto para ir ao trabalho. “Ele
sempre passava na casa de Jorge para lhe
dar carona. Toda semana ele fazia o trajeto
e ainda passava na casa do inspetor Santiago,
que também vinha para Resende. O
que aconteceu foi uma fatalidade”,
diz o policial.
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