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PROPAGANDA
EXTEMPORÂNEA
Tânia na berlinda com o MP
Audiência de
esclarecimento aconteceu ontem e primeira-dama
negou candidatura e
ter conhecimento de adesivos
CAROL MACEDO
BARRA MANSA - Com base na matéria
publicada em A VOZ DA CIDADE em 14 de janeiro,
o Ministério Público abriu
um procedimento administrativo investigatório
sobre o fato de adesivos com o nome da
primeira-dama e subsecretária de
Saúde, Tânia Brasil (PMN)
- tendo como pano de fundo o mapa do País
- estarem afixados em carros e residências
da cidade. Em função disso,
aconteceu ontem no Fórum uma audiência
de esclarecimento, proposta pelo MP, entre
Tânia e o promotor de Justiça
Eleitoral da 94ª Zona Eleitoral, Marlon
Oberst Cordovil, para averiguar o fato
de a primeira-dama estar fazendo propaganda
extemporânea. O juiz e diretor do
Fórum, Paulo Cosenza, presidiu a
audiência.
Cosenza frisou que a audiência foi
apenas de esclarecimento, já que
o Ministério Público ainda
não decidiu se entrará com
uma representação legal contra
a primeira-dama, cogitada na imprensa local
como pré-candidata a deputada estadual.
Esse fato foi um dos muitos negados por
Tânia, que apesar de não ter
o sobrenome Brasil tem seu nome nos adesivos
vinculados com o sobrenome do prefeito.
De acordo com ela, ainda não está definida
sua pré-candidatura pelo PMN, pois
está trabalhando muito na Saúde
e está sem tempo para pensar no
assunto. O lançamento de seu nome
foi dado como certo até pelo presidente
do PMDB, Lúcio Teixeira, ao anunciar
apoio a Tânia por coligação
com o partido. Fica agora a dúvida.
Outra situação questionada
pelo promotor de Justiça Eleitoral
foi se Tânia sabia que foram feitos
os adesivos com seu nome. “Não
tinha conhecimento e não sei quem
encomendou. Fizeram a mesma coisa na outra
eleição. Esse fato não é novo”,
disse. O Ministério Público
teve apenas a reportagem do jornal como
primeiro passo. A partir daí, fez
um levantamento investigativo e tirou fotos
de carros que tinham adesivos afixados
de Tânia Brasil. O promotor Marlon
citou diversos nomes dos proprietários
dos veículos para que a primeira-dama
dissesse se conhecia ou não. Até mesmo
o nome de sua filha foi falado, já que
o MP fotografou um adesivo em seu carro. “Minha
filha chegou em casa e me contou que colaram
o adesivo no carro dela. Ele é colocado
por fora”, afirmou, acrescentando
ainda que não lembra quando isso
aconteceu.
Um outro fato curioso foi quando foi perguntada
se conhecia Serguei da Cunha Lima, proprietário
da Gráfica Lima de Barra do Piraí,
cogitado como o possível local onde
os adesivos teriam sido impressos. Apesar
de estar alguns minutos antes conversando
com ele no corredor, Tânia disse
que podia ser que o conhecesse de nome.
Ao final do depoimento da primeira-dama,
Serguei entrou para depor também
e confirmou que o carro fotografado é da
empresa e de uso pessoal seu. Disse ainda
não utilizá-lo habitualmente
e não sabe como o adesivo foi parar
no carro. “Retirei-o assim que tomei
conhecimento”, diz.
Perguntado se tinha alguma relação
com o prefeito e a primeira-dama, Serguei
respondeu que os conhece, mas não
tem relacionamento pessoal nem comercial
com a prefeitura. Ainda afirmou que sua
gráfica não trabalha com
esse tipo de material, apenas faz trabalho
especializado em formulário contínuo
e segurança. “Não operamos
com plásticos nem propaganda eleitoral”,
assegura Serguei.
O QUE SERÁ FEITO?
O promotor Marlon Oberst Cordovil informou
que esperará a decisão do
Tribunal Regional Eleitoral (TRE), no dia
20, quando serão definidas quais
zonas eleitorais ficarão com as
atribuições. “Se essa
questão for para a zona de que sou
responsável farei uma reunião
com todos os pré-candidatos para
expor as situações”,
diz, acrescentando que existem mais nove
possíveis representações
contra pré-candidatos. De acordo
com ele, por enquanto estão valendo
as regras da última eleição
e dependerá do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) definir as resoluções
para esta.
Segundo o promotor, como propaganda extemporânea é um
caso antigo o TSE prega que se um candidato
usa uma marca antes de ser oficial sua
candidatura, dentro do prazo legal que é 1º de
julho, e a utiliza depois da mesma maneira,
pode ocorrer multa ou até impugnação. “Nesse
momento o Ministério público
ficará na expectativa. A população
pode ficar tranqüila porque a Justiça
Eleitoral está atenta”, destaca.
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