Ainda repercute nos vários segmentos
da comunidade o teor do editorial veiculado
em nossa edição de sábado,
abordando a fala do secretário estadual
de Segurança, Marcelo Itagiba, quando
visitou Barra Mansa.
A abordagem dada ao assunto foi estritamente
técnica, sem nenhuma vinculação
política, apenas mostrando que o
discurso do representante da governadora
Rosinha destoava completamente do ânimo
da população.
Itagiba falou também tecnicamente,
numa apologia a um governo que se mostra
totalmente incompetente na área
de segurança pública.
O que a sociedade esperava do secretário
era o anúncio de medidas concretas
para o restabelecimento da ordem pública,
através do tão sonhado Plano
de Segurança que o outro secretário,
ex-governador Garotinho, dizia ter pronto
para colocar em execução,
quando fazia campanha para a sucessão
estadual.
O que se pretendia ouvir de Itagiba era
a notícia de que o Governo do Estado
vai atender a sua polícia, que reivindica
salários justos e melhores condições
para exercer a sua missão.
A VOZ DA CIDADE, na sua independência,
aborda esses assuntos sem preâmbulos
ou justificativas apologéticas,
mas falando em nome da sociedade organizada,
aquela que mantém com seus tributos
ao erário estadual o mecanismo desse
ineficiente governo que não tem
competência e também não
aceita ajuda.
A repercussão alcançada pelos
editoriais, síntese da linha jornalística
de nosso jornal, serve para nos estimular
a continuar criticando, denunciando e enaltecendo,
dando a cada fato o seu justo valor.
No caso do secretário Itagiba, discordamos
da sua colocação totalmente
fora da realidade vivida pela população,
numa linguagem que até aos mais
eruditos ficou difícil de ser entendida.
Que ele volte a Barra Mansa, para falar
de segurança pública, esquecendo-se
da “insegurança objetiva e
da segurança subjetiva”, num
discurso que o povão entenda e que
lhe transmita um mínimo de confiança.
As pressões exercidas pela sociedade,
através de seus vários segmentos,
não serão, nunca, falsas
mazelas, como o secretário afirmou.
Não serão falsas mazelas
para o trabalhador que não anda
em carro blindado nem acompanhado de seguranças
armados.
Segurança é coisa séria.
Os discursos a ela atinentes, também.
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