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VEREADORES visitam Estações de Tratamento de Água da Resende Águas

SUBCONCESSÃO
Resende Águas é visitada
Objetivo da visita é colher informações para a votação de projeto

RESENDE - Durante todo o dia de ontem os vereadores Alcides De Carli (PL), Pedro Paulo Florenzano (sem partido), Luis Fernando de Oliveira Pedra (PSDB), Teresinha Aparecida de Almeida, a Cida do Posto (PSB), Soraia Balieiro e Mário Rodrigues, ambos do PT, Fernando Menandro (PV) e o líder do governo no Legislativo, Joaquim Romério de Almeida (PMDB), visitaram as instalações da Resende Águas, empresa responsável pelo abastecimento de água e saneamento ambiental do município. Com exceção dos vereadores César Augusto do Nascimento (PSB), Ubirajara Ritton (PDT) e Carlos Alberto da Fonseca (PMDB), que não puderam participar desta primeira visita à Resende Águas devido a compromissos agendados anteriormente, foram conhecer de perto a real situação da empresa.
O objetivo da visita, segundo o presente da Mesa Diretora, Alcides De Carli, é colher informações para a votação do projeto de autoria do Executivo, que tramita no Legislativo, propondo a subconcessão da Resende Águas para a iniciativa privada. “Estamos visitando a Resende Águas para juntarmos dados e informações que possam nos dar base para tomarmos uma decisão e votarmos de forma consciente o projeto do Executivo que propõe a subconcessão da Resende Águas”, diz De Carli, informando que os vereadores visitaram as Estações de Tratamento de Água da Nova Liberdade, 31 de Março, no Morro do Batista, Fazenda da Barra III, São Caetano e Toyota, além da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Baixada da Olaria, que embora esteja pronta não está em funcionamento.
De Carli também informou que os vereadores estarão visitando, sexta-feira, Petrópolis, para conhecer a Estação Águas do Imperador, que administra as águas daquele município.
Apesar da visita, alguns vereadores já chegaram a esboçar uma decisão. “Pelas informações que tivemos acredito que com um pouco de investimento não seria necessário realizar a subconcessão para a iniciativa privada, como o Executivo está propondo no projeto. Prova disso é que na Eta da Nova Liberdade, que abastece 40% do município, seria necessário um investimento de cerca de R$ 350 mil para melhorar a distribuição e conseqüentemente a qualidade da água, segundo informou um dos técnicos da empresa que nos acompanhou durante a visita. Por isso, acredito que está faltando é vontade política para administrar a Resende Águas antes de promover a subconcessão”, diz a vereadora que vai solicitar ainda a visita às Estações de Tratamento de Água da Morada do Contorno e da zona rural do município.
“Temos que colher o maior número de informações possíveis antes de tomar qualquer decisão, ainda mais que existe a preocupação com o destino dos funcionários da concedente”, comentz a vereadora Cida do Posto, que está juntando informações antes da votação do projeto.

Resende Águas necessitaria de R$ 60 milhões de investimentos

Segundo o presidente da Resende Águas, Ivan Geraidine, devido à incapacidade técnica e financeira de o município realizar novos investimentos a prefeitura pretende realizar a subconcessão do setor. “Seriam necessários investirmos R$ 60 milhões ao longo de sete anos para aumentarmos nosso sistema de abastecimento e tratar os outros 94% do esgoto produzido na cidade, que hoje chegam in natura ao Rio Paraíba do Sul, apesar dos esforços da atual administração”, informa Geraidine. Ele também informou que atualmente as concessionárias privadas de água e esgoto estão presentes em 69 municípios, atendendo sete milhões de habitantes, com investimentos prometidos de R$ 3,4 bilhões nessas cidades. Estatisticamente comprovado em 2003 pelo Ministério das Cidades (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), as empresas privadas investem 2,3 vezes mais no saneamento que as empresas estaduais e quase cinco vezes mais que as autarquias municipais. Outra constatação é a redução da tarifa média: a tarifa pública é R$ 1,42/m³ enquanto as privadas são de R$ 1,34/m³.