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“A
CADEB presta serviços jurisdicionais
de forma particular através
de árbitros”, explica
Cristiano
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Câmara
Arbitral de Direito e Eqüidade soluciona
pendengas judiciais em tempo recorde
RESENDE - Uma nova modalidade de prestação
de serviços jurídicos chega à cidade,
prometendo resolver os problemas da população
em tempo recorde, muito inferior ao da
Justiça Comum. É a Câmara
Arbitral de Direito e Eqüidade do
Brasil (Cadeb). Instalada no município
em fevereiro, a Cadeb já deu solução
a alguns casos com procedimento semelhante
ao realizado na Justiça pública,
porém com mais simplicidade e agilidade.
Segundo o presidente da Cadeb, Cristiano
Gonçalves, por não depender
de tramitações forenses na
câmara o processo se torna muito
mais rápido, através das
conciliações propostas pelos árbitros
competentes para a causa. “Sendo
desvinculada do poder público, a
Cadeb presta serviços jurisdicionais
de forma particular através de árbitros,
sem se eximir, porém, da responsabilidade
que lhe é atribuída por se
tratar de um Tribunal de Justiça”,
explica Gonçalves que se mostra
otimista com os trabalhos do órgão. “Não
temos a movimentação que
gostaríamos porque a sociedade ainda
não conhece muito bem o trabalho
que desenvolvemos, mas quando conhecer
não vai mais querer recorrer à Justiça
pública para a solução
da maioria dos casos”, diz. Cristiano
ressalta que não são todas
as situações que podem ser
resolvidas pelo Tribunal Arbitral. Questões
criminais e familiares estão fora
da alçada do órgão,
apesar de os casos precisarem ser estudados
antes de se dar a entrada nos procedimentos
oficiais. “O Tribunal de Justiça
Arbitral existe há muitos anos,
mas só agora está começando
a ser implantado e utilizado efetivamente.
Estamos formando nossa jurisprudência,
abraçando os casos que forem de
nossa competência e encaminhando
aqueles que não nos couberem. Com
isso, conseguimos desafogar a Justiça
comum, evitando encaminhar processos que
podem ser resolvidos por nós mesmos,
em muito menos tempo e de forma conciliativa”,
afirma.
O presidente fala ainda sobre a eficácia
das ações desenvolvidas pela
câmara. “Temos uma estatística
de 70% de resolução dos casos
que nos chegam em, aproximadamente, dois
meses. É assim que as grandes empresas
costumam resolver, por exemplo, suas questões
trabalhistas. Eleger um Tribunal de Justiça
Arbitral como mediador dessas questões é ter
o problema praticamente resolvido, dependendo
apenas do acordo entre as partes”,
ressalta.
Segundo Cristiano, a meta é que,
em breve, cada município do país
possa contar com os serviços prestados
por um Tribunal de Justiça Arbitral. “Nossa
intenção é fortalecer
a referência do nosso órgão
perante a sociedade e auxiliar o Poder
Judiciário público conquistando
cada vez mais respeito e solidez. Brevemente
teremos um alcance nacional e então
toda a sociedade poderá usufruir
da transparência e credibilidade
de órgãos como a Cadeb”,
afirma. O presidente fala ainda sobre o
papel dos árbitros na solução
dos problemas. “Temos o mesmo poder
de um juiz de Direito que atua em um Fórum.
A diferença é que o árbitro
resolve tudo conversando com ambas as partes
que procuram a Cadeb e tenta conciliar
os interesses. Lembrando que qualquer pessoa
pode ser nomeada árbitro, depois
de um levantamento de certidões
e títulos para provar que o indivíduo é idôneo.
Feito isso, o árbitro terá as
causas delegadas pelo presidente da câmara
na tentativa de solucionar o problema da
melhor maneira possível”.
A Câmara Arbitral de Direito e Eqüidade
do Brasil tem sua sede no Centro Comercial
São Carlos (antiga Cerâmica),
na Rua do Rosário, 1.260, sala 2
e o telefone (24) 3354-4336 está à disposição
para outras informações.
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