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Verdade ou mentira?
A queda-de-braço entre a Prefeitura de Rio Claro e a Light está vivendo mais um capítulo, com afirmações e desmentidos. A prefeitura não abre mão de receber os R$ 146 milhões que a empresa teima em não pagar e, ainda, corta o fornecimento de energia aos prédios municipais, sob alegação de inadimplência do município.
O que a prefeitura tem buscado, nesses últimos anos, é um encontro de contas, pagando o que deve e recebendo o que lhe é devido.
A empresa alega, em nota distribuída à imprensa, que a 18ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro teria decidido favoravelmente ao seu pleito, considerando ilegal a cobrança do IPTU nas áreas ocupadas pela Light em Rio Claro.
O tribunal informa que não houve nenhuma decisão envolvendo a Light e o município de Rio Claro nos últimos dias, o que inviabiliza o conteúdo da nota assinada pela empresa.
O Diário Oficial, onde deveria ser publicada a decisão do TJ, também não traz qualquer notícia a respeito, o que faz o emaranhado ficar ainda mais difícil de ser entendido.
A prefeitura alega que a Light está mentindo e busca, com a manobra, ludibriar seus possíveis compradores (a empresa está em processo de venda), fugindo da dívida contraída com a municipalidade.
Em meio a tudo isso, destaca-se a posição assumida pelo prefeito Didacio Penna que, em momento algum, medrou ante as ameaças da empresa em suspender o fornecimento de energia, o que fez efetivamente.
O prefeito cumpre integralmente o seu dever de lutar, em todas as instâncias, pelo recebimento de uma soma que representa mais de dez orçamentos anuais do município e que poderá ser a redenção para a carcomida economia municipal, propiciando as obras que se reverterão em benefício da qualidade de vida da população.
A insensibilidade da Light, negando-se a reconhecer o seu débito, tem sido a fonte onde o prefeito Didácio Pena busca forças para continuar lutando, mesmo sabendo que reedita a batalha de Davi e Golias.
A comunidade acompanha a tenaz luta de seu prefeito, confiando na sua capacidade de administrador e, sobretudo, na sua indômita vontade de defender, doa a quem doer, os interesses do município.
Se a nota da Light realmente não representar a verdade, a maior atingida é a Justiça, envolvida na queda-de-braço de maneira pouco cavalheiresca.
Chegou a hora da verdade. Aguarda-se que o tribunal se pronuncie, desmascarando ou confirmando a versão dada pela empresa e que penalize quem de direito. Afinal, está em jogo o futuro de toda uma comunidade e a própria soberania da Justiça.