| Farmácia
municipal disponibiliza 600% de remédios
a mais do que os indicados pelo SUS
THIAGO AFONSO
PORTO REAL - Em apenas um mês de
funcionamento, a Farmácia Municipal
já realizou cerca de 1.800 atendimentos
aos moradores da cidade. Já foram
entregues mais de cinco mil medicamentos.
A maior demanda é pelos remédios
controlados e os de uso popular, como captopril,
AAS, amoxilina, entre outros. Além
dos 33 medicamentos básicos definidos
pelo Sistema Único de Saúde
(SUS) como obrigatórios, são
disponibilizados aos munícipes mais
205.
Em contradição com o resto do país, a prefeitura compra
remédios que não são disponibilizados para os munícipes
com insuficiência financeira. A meta da administração municipal é adicionar
em médio prazo remédios fitoterápicos na distribuição.
Os investimentos da prefeitura com a manutenção da farmácia
estão orçados em cerca de R$ 120 mil mensais.
O espaço da nova sede é de cerca de 30 metros quadrados. Antes
do investimento pela administração municipal a farmácia
funcionava em uma sala da Unidade São Francisco de Assis. Segundo a
auxiliar de cirurgião dentista Regiane da Silva Marques, 22 anos, o
atendimento da farmácia tem correspondido às expectativas dos
moradores.
Regiane revela que apenas uma vez não obteve os remédios que
precisava e que por meio do cartão de saúde o controle dos medicamentos
está muito mais fácil. “A farmácia dentro do hospital
era mais cômodo, mas aqui ficou muito melhor devido ao amplo espaço”,
ressalta a moradora.
De acordo com o gerente Administrativo da farmácia, Marcelo Rocha Rodrigues
dos Reis, apesar de ela estar funcionando há apenas um mês, a
organização do controle de saídas e compras de medicamentos
já está no ritimo da demanda do município. As seis unidades
do Programa Saúde da Família (PSF) também distribuem medicamentos à população
em geral.
O secretário de Saúde informa que nas receitas médicas
em que não são encontrados na rede os remédios, o munícipe
de baixa renda pode procurar o Departamento de Assistência Social da
secretaria para requerer o medicamento. “Nós analisamos a situação
da pessoa e caso se comprove a falta de condições para comprar
o remédio a administração municipal libera sua aquisição.
E tudo isso sem a necessidade de processo judicial”, afirma o secretário.
INFORMATIZAÇÃO
Com a informatização, os
medicamentos são liberados aos usuários
da rede municipal mediante a apresentação
do cartão individual de saúde
e a receita médica do paciente.
O médico libera uma receita para
o paciente ter controle dos horários
e dosagens. As medicações
são digitadas em rede na ficha individual
do usuário.
A farmácia funciona de segunda a
sexta-feira, das 8 as 17 horas. O departamento
realiza a função de uma Central
de Medicamentos da rede pública
do município, mas nas demais unidades
de saúde permanece a distribuição
dos remédios. No caso do controle
de hipertensos e de diabéticos,
realizado nos PSFs, a maneira de dispensa
dos remédios permanecerá nos
mesmos padrões do próprio
programa.
A rede de saúde compreende seis
unidades de PSF, três Policlínicos,
um Hospital, uma Maternidade, um Centro
Diagnóstico e uma Casa de Saúde
Mental.
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