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VILA RICA
Mutuários estudam propostas
Eles vão decidir se aceitam acordo com a CEF e a Engea

VOLTA REDONDA - Na semana passada, o presidente da Associação de Moradores do Conjunto Habitacional Vila Rica, Mauro Coelho, representou os 2.879 mutuários do bairro na audiência de conciliação ocorrida na 3ª Vara Federal. A audiência foi uma tentativa de acordo entre o Ministério Público e a Associação de Moradores com a Caixa Econômica Federal (CEF), Caixa Beneficente dos Empregados da Siderúrgica Nacional (CBS) e a Empresa Gestora de Ativos (Engea), responsável pela construção dos imóveis do conjunto. Segundo o representante dos mutuários, a Caixa ofereceu participar de parte das dívidas de quem está com contrato em aberto e a Engea pagará o valor do material bom e não o do que foi usado na construção das casas. As propostas serão levadas a uma assembléia com os moradores que vão decidir de aceitam.
Há anos os moradores do Conjunto Habitacional Vila Rica questionam na Justiça o valor cobrado pelos imóveis em relação ao material usado na construção das casas, que sofreram rachaduras. Segundo os reclamantes, o material usado na construção não foi o mesmo cobrado deles. Essa discussão vem se arrastando há anos e até agora não foi encontrada nenhuma solução para o caso. Assim que os mutuários decidiram levar o caso à Justiça, autoridades políticas e outras se envolveram no caso e alguns até hoje estão acompanhando o desenrolar da questão.

SOLUÇÃO PARA ATENDER MUTUÁRIOS

Agora, segundo o presidente da Associação de Moradores, o objetivo é encontrar o mais rápido possível uma solução que atenda os mutuários envolvidos. Para o líder comunitário, a Caixa Econômica e a Engea devem encontrar uma saída para os envolvidos, já que não atenderam da forma que deveria. “Esperamos uma solução definitiva, já que estamos há anos nessa luta. Na audiência da semana passada ficou decidido ainda que a Associação de Moradores deverá apresentar o mais rápido possível um relatório com todas as falhas encontradas na construção das casas”, revela Coelho.
O deputado federal Deley de Oliveira se reuniu várias vezes com o presidente da Associação de Moradores e os moradores para encontrar uma saída para o problema. Ele foi responsável também pela visita ao município do deputado federal Celso Russommano (PP-SP), que assumiu o grupo de trabalho destinado a apurar as denúncias junto com outros deputados que fazem parte da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias da Câmara dos Deputados.
O Conjunto Habitacional Vila Rica começou a ser construído em 1992, com dinheiro público, onde foram construídas 2.879 casas, sendo que a maioria delas apresenta rachaduras, infiltrações e outros problemas. Todos os problemas, segundo os moradores, causados por irregularidades na construção. De acordo com Mauro Coelho, já foi comprovado que o material usado para a construção dos imóveis não foi o mesmo apresentado pela Caixa Econômica Federal, a CBS e a Via Engenharia.