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Rio na presidência

Há décadas o Rio de Janeiro vem sofrendo conseqüências com as mudanças causadas por diversos setores da sociedade e pela política nacional.
Antiga Capital Federal, o Rio está até hoje pagando o preço por conta da transferência para Brasília. Além disso, a fusão do Estado da Guanabara, a transferência do centro financeiro para São Paulo, o fechamento da Bolsa de Valores, entre outras coisas, contribuíram para o esvaziamento da Cidade e do Estado, agressões que respingaram até no movimento do aeroporto internacional. O Rio ficou órfão, carente de um representante de expressão nacional que pudesse defender seus interesses.
A ascensão do narcotráfico na década de 80 e o surgimento de várias facções criminosas, também ajudaram para a degradação do Rio, que ainda sofreu com a multiplicação desenfreada de favelas, mais de 600, dentro do perímetro urbano. O resultado é um Rio com graves problemas na saúde, educação, segurança etc. Para piorar, há anos o governo federal mantém uma postura omissa e negligente para com o Rio de Janeiro, havendo uma espécie de preferência por São Paulo.
Passado 20 anos da queda da ditadura, é inegável o avanço do processo democrático nacional. Sem dúvida, o brasileiro amadureceu, embora ainda haja muito a ser conquistado. Cada vez mais precisamos ter a consciência da importância do voto, principal arma da democracia. Todo eleitor deve escolher nas eleições os políticos éticos, compromissados com a verdade, com o desenvolvimento social e com o bem-estar da população.
Dizem que cada povo tem o governo que merece. Por isso, nós, cariocas e fluminenses, temos a obrigação de amadurecer a idéia de que, independente de nomes, precisamos eleger um presidente do Rio de Janeiro. Alguém com vontade política de nos representar para revitalizar aquela que sempre será a capital cultural do Brasil.

Marcos Espínola
Advogado e membro da Associação
Internacional de Criminologia


A gripe e a preparação brasileira

Nos próximos dias, o Brasil terá uma importante conquista no que diz respeito à preparação para uma pandemia de gripe. O Instituto Butantan, de São Paulo, com recursos do Ministério da Saúde, entregará as primeiras doses de uma vacina nacional contra gripe.
Inicialmente serão 20 mil doses da vacina contra o H5N1. Esse vírus não é, até o momento, transmitido entre humanos, mas com estas doses, testaremos a capacidade de produção e, ao mesmo tempo, teremos um estoque estratégico.
O Brasil tem atuado em várias frentes. Além da vacina, compramos nove milhões de tratamentos do antiviral Tamiflu, um importante instrumento até termos a vacina definitiva, e ampliamos a vigilância epidemiológica, que nos ajuda a identificar os sub-tipos do vírus que circulam no país.
A gripe aviária já causa prejuízos por aqui. A cadeia produtiva do frango registra queda nas exportações, e pesquisas apontam redução do consumo interno. Trata-se de um medo infundado. O principal motivo é que o vírus H5N1 não circula no país. Surgida na Ásia, esta cepa ataca aves e, eventualmente, mamíferos, entre eles os humanos. Mesmo em países onde há a doença, o consumo de frango é seguro. Bastam 60 graus para eliminar qualquer contaminação. Ao se cozinhar, assar ou fritar, se alcançam temperaturas bem mais altas. Portanto, não há motivos para se deixar de comer frango. Até agora foram registrados em países asiáticos e africanos cerca de 177 casos de H5N1 em humanos com aproximadamente 98 mortes. Por um lado, isso prova que a gripe aviária é grave e, por outro, que é rara a infecção de pessoas.
Nas últimas semanas, o vírus chegou à Europa em aves migratórias. Até o momento, nenhum cidadão europeu contraiu o vírus. Com os investimentos que os países daquele continente fazem em saúde, é provável que nenhum europeu contraia a doença porque os focos em aves serão contidos rapidamente. Também é possível que a doença não se espalhe a partir do velho continente.

Saraiva Felipe
Ministro da Saúde