Saúde
e qualidade de vida
CRI:
CENTRO DE RECUPERAÇÃO DE ITATIAIA
É aceitável uma pessoa depois de roubar, dizer que é cleptomaníaca?
A
Cleptomania caracteriza-se pela recorrência
de impulsos para roubar objetos
que são desnecessários para o uso pessoal ou sem valor monetário.
Esses impulsos são mais fortes do que a capacidade de controle da pessoa,
e só é feito o diagnóstico quando a idéia de roubar é acompanhada
do ato de roubar. Devemos estar alerta para ladrões querendo passar-se
por cleptomaníacos. Dinheiro, jóias e outros objetos de valor dificilmente
são levados por cleptomaníacos, principalmente se os impulsos são
em sua maioria para objetos de valor. Acompanhando o forte impulso e a realização
do roubo pelo cleptomaníaco, vem um enorme prazer em ter furtado o objeto
cobiçado. Numa ação de roubo, o ladrão não
experimenta nenhum prazer, mas tensão apenas e posteriormente satisfação,
não fazendo isso por prazer.
Aparentemente o cleptomaníaco é completamente
normal, não há um traço
identificável fora do descontrole
em si mesmo, ou seja, não é possível
identificar o cleptomaníaco antes
de ele adquirir objetos. Após
o roubo o paciente reconhece o erro de
seu gesto, não consegue entender
porque fez nem porque não conseguiu
evitar, fica envergonhado e esconde isso
de todos.
A cleptomania geralmente começa no fim da adolescência e continua
por vários anos. É considerada atualmente uma doença crônica
e seu curso ao longo da vida é desconhecido, não se sabe se ocorre
remissão espontânea. Geralmente a cleptomania é identificada
nas mulheres em torno dos 35 anos e nos homens em torno dos 50. Quando um objeto
some de casa sabemos que alguém o roubou, mas não sabemos se
foi um ladrão ou um cleptomaníaco. O roubo em si é idêntico
em ambos os casos. Estudos em lojas mostraram que em menos de 5% dos roubos
estavam envolvidos cleptomaníacos.
Não há tratamento eficaz até o momento. Tentativas estão
sendo feitas com terapia orientada à aceitação da doença,
terapia cognitiva comportamental e medicações, apenas com resultados
parciais. Walmor
Lange Júnior - 2º Ten Med
Psiquiatra – Chefe da Enfermaria
Psiquiátrica Feminina do CRI
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