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Lideranças partidárias comentam sobre a permanência da verticalização

BARRA MANSA - A regra da verticalização, polêmica nacional dos últimos meses, teve um fim esta semana. Quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a norma será mantida nas eleições deste ano, indo contra a promulgação do Congresso Nacional feita por emenda constitucional no início do mês. Com a decisão, as alianças partidárias firmadas nos estados na eleição para governador não poderão se conflitar com as coligações da eleição presidencial. O fim da verticalização só entrará em vigor nas disputas de 2010. Alguns partidos podem ser afetados pela decisão, como é o caso do PMDB, especificamente o pré-candidato Gartinho, que encontra resistência dos diretórios regionais para sua candidatura. Os presidentes de alguns diretórios municipais foram ouvidos pela equipe de reportagem de A VOZ DA CIDADE e, todos eles comemoram a decisão do STJ.
Embora tudo ainda esteja um pouco confuso no país para o PMBD na candidatura presidencial, o presidente do diretório, Lúcio Teixeira, concorda com a decisão do Supremo e também com uma das principais justificativas apontadas pelos ministros, que foi o princípio da anualidade, ou seja, a exigência constitucional de pelo menos um ano antes do dia da votação para qualquer mudança no processo eleitoral. De acordo com Lúcio, o diretório sempre vota de acordo com a determinação nacional. “A verticalização não atrapalha em nada. Por uma questão óbvia sempre apoiamos a decisão da Executiva Nacional”, destaca.
O presidente do PSDB, Ricardo Maciel, também concorda que a decisão de manter a verticalização não interfere em nada. “Para o partido representa legalidade. Seria um casuísmo nefasto para o sistema político, além de criar uma prostituição eleitoral. Não haveria nenhum respeito aos programas do partido se houvesse o fim da verticalização. Se isso acontecesse o quadro político seria transformado em um jogo de cartas marcadas”, afirma, acrescentando que os únicos interessados no término da regra seriam o presidente Lula, o presidente do Senado, Renan Calheiros e o senador José Sarney.
Com relação à decisão de estipular o fim da verticalização para as eleições de 2010, Ricardo afirma que até lá a regra terá organização clara e todo quadro político alterado. Para o diretório municipal, que sempre seguiu a determinação do nacional, não será nenhum sacrifício apoiar os pré-candidatos escolhidos pelo partido, Geraldo Alckmin para presidente e, provavelmente, Márcio Fortes para governador. “É o desejo de todos nós”, conta.
Quem também ficou satisfeito com a decisão do STJ foi o presidente do diretório do PT em Barra Mansa, José Afonso. Ele afirma que por questão de princípios defende a verticalização. “É o mínimo de moralidade em campanha. No município não interfere em nada, pois sempre seguimos a determinação da Executiva Nacional de apoiar os mesmos candidatos”, afirma. De acordo com ele, essa decisão não afetará os que não têm compromisso partidário. “Vemos muito por aí que têm candidatos que fazem campanha para outros. Isso deixa o partido enfraquecido”, diz.

SOBRE A VERTICALIZAÇÃO

A regra foi definida em 2002 pelo Tribunal Superior Eleitoral e prega que os partidos que se unirem para apresentar um candidato único à Presidência da República devem repetir a aliança nos estados, nos municípios e no Distrito Federal. O ponto polêmico discutido é que muitos defendem o direito do partido de lançar um candidato único à Presidência e de coligar-se a outras legendas nos estados e municípios.