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Dura lição
O Volta Redonda Futebol Clube, o nosso Voltaço, sofreu um duro golpe ao ser eliminado da final do Campeonato Estadual, certame em que, ano passado, teve atuação destacada, colocando o futebol regional no mais alto da pirâmide.
Este ano, apostando na longevidade de determinados jogadores, privilegiando-os em detrimento dos mais jovens, a coisa não poderia ser de outra maneira.
Dirão, alguns, que a tese não é válida, pois o Voltaço acaba de vencer o poderoso Atlético do Paraná, em jogo válido pela Copa do Brasil. Verdade.
Foi uma vitória que redimiu, em parte, o insucesso do estadual. Mas, convenhamos, uma vitória isolada não significa que a equipe está totalmente recuperada.
O Voltaço carece de mais profissionalismo, dentro e fora das quatro linhas.
O seu treinador já andou às turras com a imprensa, chegando quase às vias de fato com um narrador, todos sabem, um dos mais ardorosos torcedores do clube e queridinho do presidente. Imagine, então, se fosse outro quem o criticasse.
Alguns diretores são refratários às críticas, sem julgá-las quanto a sua procedência e ao mérito. Só é bem-vindo quem fala bem do clube, mesmo conhecendo as mazelas internas e externas, como ocorre com todos os clubes brasileiros.
O time é limitado, justamente por alicerçar-se em jogadores veteranos e cujo rendimento não pode ser regular. Recentemente, o ataque do Volta Redonda tinha três jogadores que, somadas as idades, passavam dos 100 anos.
Nem tudo está perdido. Recomenda-se tão-somente que as cabeças coroadas do clube vistam a sandália da humildade e busquem solução para as falhas apontadas, deixando de lado as picuinhas pessoais.
O Volta Redonda FC é um patrimônio que já deixou de pertencer à Cidade do Aço. Hoje, ele representa, com dignidade e respeito, toda a região onde se localiza o município.
E é em nome da regionalização que ele alcançou, com méritos, a necessidade de se tornar o clube verdadeiramente profissional, capaz de suportar críticas e acolhê-las como subsídio para o seu crescimento.