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A Refinaria é nossa

No dia 6 de janeiro de 2003, no primeiro ato público da governadora Rosinha Garotinho, coincidindo com a minha segunda posse à frente da Secretaria, na sede da Firjan, lançamos a Campanha A Refinaria é Nossa. Estavam presentes e apoiando esta empreitada políticos de todos partidos e as principais entidades do nosso estado, universidades e até órgãos da própria estrutura federal, como a ANP.
A campanha, que ganhou as ruas e que teve o logotipo da "gotinha" como marca principal e mais visível, foi um sucesso retumbante e talvez tenha sido a maior mobilização popular desde a campanha que criou a própria Petrobras e que foi aproveitada, por sua sonoridade, que foi "O Petróleo é Nosso".
As ações foram diversas e dispersas de norte a sul do estado: 100 mil cartas das crianças das escolas públicas pedindo ao presidente pela refinaria, concursos de redação, palestras, desfiles de moda, revistas em quadrinhos (criando o personagem Chico Gota), poesias, repentes, raps, shows, outdoors, pratos em cardápios de restaurantes, adesivos em ônibus, carros de polícia, bombeiros e aviões, saquinhos de supermercado, carros de corrida, placar do Maracanã, futebol de artistas, raspadinhas, pulseiras e brincos, bottons, camisetas e tudo mais que foi possível imaginar.
Porém, a mobilização só foi possível porque ganhou sinergia nos fortes argumentos técnicos e estratégicos que apresentamos, principalmente quando apontávamos, a partir de estudos, alguns feitos pela própria ANP, o gargalo que se apresentava para o Brasil e para o mundo na atividade de refino e principalmente a necessidade de agregarmos valor ao petróleo pesado aqui produzido e que vem sendo exportado a um baixo valor quando da sua troca (SWAP) por um petróleo adequado (leve) ao nosso perfil de refino.
Pois muito bem, com o anúncio oficial da refinaria e de seu local em nosso estado, realizado no último dia 28, se concluiu o óbvio: que a nossa auto-suficiência só será plena quando tivermos um parque de refino com capacidade de suprimento de nossas demandas internas e capaz de processar o nosso petróleo pesado e que também existe uma esgotamento de capacidade de refino no mundo, e portanto fico muito feliz e orgulhoso de termos mobilizado a população fluminense para o rumo certo.
É muito importante saber que com esse projeto começamos a reverter um processo equivocado do ponto de vista econômico que fazia com que o Estado do Rio de Janeiro produzisse 85% do petróleo nacional e somente processasse 12%, através da Refinaria Reduc. Quanto à localização da Refinaria em Itaboraí/São Gonçalo, esta foi uma decisão da Petrobras e segundo a empresa, escolhida a partir de levantamentos feitos considerando aspectos de logística, custos de investimentos, custos ambientais, diversidade e incentivos fiscais regionais existentes em nosso Estado e, portanto, será apoiada pelo Governo do Estado através de um Grupo Técnico de apoio ao empreendimento que estamos criando.
Como homenagem a um grande brasileiro, nacionalista, que sempre lutou pela Petrobras, um dos nossos pleitos, já manifestado em decreto da governadora e que temos a certeza será atendido pela empresa e seus parceiros, é que a nova Refinaria Petroquímica do Rio de Janeiro leve o nome de Barbosa Lima Sobrinho.
Sinto-me especialmente emocionado nesta decisão da Refinaria. Meu sentimento de dever cumprido é algo que quase não posso descrever.
Minha admiração pela governadora Rosinha cresceu muito com esse processo onde passei ainda mais admirá-la. Ela foi de uma tenacidade e determinação que poucos políticos teriam. Sei que alguns não gostam dela, muitos por puro preconceito, porém, ela com o projeto da Refinaria marcou definitivamente na história sua passagem pela administração do Estado, como alavancadora desse empreendimento que ficará como um legado para futuras gerações.
No mais "A Refinaria Já é Nossa" e todos estamos de parabéns nessa luta por nosso Estado e antes que me esqueça obrigado aos pessimistas por nos darem força para superá-los, afinal temos outras batalhas que ainda superaremos e continuaremos precisando muito deles.

Wagner Granja Victer
Secretário de Estado de Energia, da Indústria Naval e do Petróleo do Rio de Janeiro