| ENERGIA
ELÉTRICA
Liminar garante religamento
STJ concede liminar favorecendo prefeitura
RIO CLARO - Dentro de poucos dias, a energia
elétrica de alguns prédios
da administração pública
que estava cortada desde novembro do ano
passado, poderá ser religada. O
Supremo Tribunal de Justiça, em
Brasília, concedeu uma liminar a
favor da Light, autorizando a empresa a
fazer o corte em 2005, mas outra liminar,
do Tribunal de Justiça do Rio de
Janeiro, concedida no final do mês
passado, deu a causa em favor do município.
De acordo com o secretário municipal
de Governo, Sérgio Saade, o Supremo
julgou a causa sem passar pelo TJ.
Ele contou que a liminar já foi
enviada a Brasília e o município
está aguardando que a Light seja
oficialmente comunicada a fazer o religamento.
Alguns setores, como a sede da prefeitura,
garagem, campo de futebol, Casa de Cultura,
entre outros, ficaram no escuro por quase
cinco meses. “Eles estavam falando
hoje (ontem) em cortar a energia de alguns
locais de Passa Três”, conta.
A pendenga na Justiça ainda causou
prejuízo aos cofres públicos.
Segundo Saade, o gerador que abastecia
a sede da administração pública
custava mensalmente ao município
R$ 5 mil. “Quando a liminar foi julgada
em Rio Claro, ganhamos a causa e o juiz
ainda disse que se a Light cortasse a luz
seriam pagos R$ 50 mil por dia ao município.
Ficamos esse tempo todo sem energia, vamos
ver como podemos recuperar o prejuízo”,
informa.
O secretário de Governo acredita
que a situação está melhorando. “As
coisas estão começando a
andar a favor de Rio Claro. Estamos aguardando
a mudança das vendas das ações
da Light para negociarmos novamente, sem
contar a boa notícia da liminar.
Nunca quisemos ter a Light como inimiga,
mas sim como parceira”, revela. Além
disso, a prefeitura tem também que
esperar o andamento de seus outros processos
contra a multinacional na Justiça.
Um deles diz respeito à dívida
com o IPTU, calculada em R$ 146 milhões.
O segundo processo é para o pagamento
da taxa de iluminação. De
R$ 1,3 milhão pagos, restam R$ 2,2
milhões. O último processo é do
período de 2002 a 2005, no qual
a prefeitura protesta os títulos
da empresa. O valor da dívida é de
R$ 60 milhões. E se a Light pensa
que Rio Claro vai parar por aí,
Sérgio Saade já adiantou
que a prefeitura acionou o Ministério
Público para que a empresa faça
a manutenção de energia dos
postes no município. “Pedimos
que o MP tome providências para esse
fator seja resolvido. A segurança
da população está em
jogo”, finaliza.
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