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Prefeitura
oferece atendimento jurídico gratuito
THIAGO AFONSO
PORTO REAL - Os munícipes com
renda média de até três
salários mínimos podem
utilizar os serviços jurídicos
gratuitos oferecidos pelo Núcleo
de Atendimento Jurídico. O departamento
da prefeitura presta assessoria nas áreas
cível, família e previdenciária.
No ano passado, a administração
municipal ampliou o número de
funcionários. Foram contratados
mais três advogados para atender à crescente
demanda. Os atendimentos ao público
acontecem de segunda a sexta-feira, das
13 às 17horas. Em 2005, o Núcleo
conseguiu obter sentença final
de cerca de 500 processos, tendo ainda
mil em andamento, referentes aos anos
anteriores. O Núcleo realiza os
atendimentos semelhantes aos prestados
pelas defensorias públicas em
geral.
Em média, são abertas 200
petições iniciais com uma
média de 500 processos ao mês.
A maior procura para atendimentos no
departamento são ações
referentes aos processos referentes a
pensão alimentícia. No
mesmo patamar estão as solicitações
de inventários e de cobranças
de locações. Não
há um prazo médio de tramitação
dos processos devido ao tempo depender
da Justiça.
“
Temos muitos casos em que a pessoa não
se enquadra na regra básica de
três salários. Mas tem dívidas
que a impedem de pagas os honorários
de um advogado. Por isso, não
deixamos de atender a esses casos”,
afirma a advogada do Núcleo, Joseana
Werneck Alves.
PRIMEIRO ATENDIMENTO
Joseana explica que a metodologia do
Núcleo visa oferecer um serviço
de qualidade e ágil. De acordo
com a advogada, todas as tardes os munícipes
podem ir ao Departamento Jurídico
para solicitar informações
sobre possíveis dúvidas.
Joseana comenta que há uma demanda
considerável de pessoas que procuram
o Núcleo para saber a possibilidade
de intervenção jurídica.
“
Nós atendemos muitas pessoas que
querem buscar por meio de Justiça
seus direitos. E também um enorme
número de casos em que não
sabem que têm tais direitos. Realizamos
também um trabalho de cidadania”,
comemora a advogada.
Além da abertura de processos,
o departamento presta serviços
relativos à emissão de
documentos pessoais.
A advogada revela que os documentos mais
procurados são de identidade e
certidão de nascimento. “Nós
emitimos uma declaração
de insuficiência financeira semelhante à liberada
pela Defensoria. E a pessoa, por meio
dessa certidão consegue o documento
gratuitamente”, afirma a advogada
do Núcleo. |
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Advogada alerta sobre
risco na facilidade
de empréstimos
BARRA MANSA - Nos últimos dois
anos, os empréstimos descontados
em folha de pagamento viraram moda entre
trabalhadores das esferas públicas
e aposentados em geral. Mas esse modismo
tem saído caro para muitos clientes
desatentos com os valores dos juros definidos
em contrato. E ainda os acordos dos empréstimos
já podem ser feitos por meio do
telefone, sem a necessidade da presença
do consumidor.
Nesse conto do vigário foi pego
o aposentado Dadil Ferreira, 74 anos,
que teve que abrir um processo judicial
contra um banco de empréstimos
populares. Na folha de pagamento do aposentado
estão sendo descontados dois empréstimos.
Segundo Dadil, é de seu conhecimento
apenas um pedido de dinheiro emprestado
referente a abril de 2004 com parcelas
no valor de R$ 47.
“
No meu contracheque aparecem dois descontos.
O segundo, no valor de R$ 37, eu não
reconheço. E o pior é que
tentei obter as informações
com o banco e eles não me passaram
nada. Disseram que eu deveria procurar
o INSS”, desabafa o aposentado.
O fato de a empresa não ter dado
ao cliente os dados a respeito da solicitação
do empréstimo permitiu que Dadil
pudesse ter aberto o processo contra
o banco.
“Não existe uma lei que defina um teto para juros. Mas existem legislações
que nos dão base para avaliar quando é uma situação
de abuso”, comenta a advogada Lídia Carla. O aposentado afirma que
esteve no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), onde não conseguiu
qualquer informação sobre a origem do desconto.
O processo requere que o valor descontado seja restituído em dobro e
ainda com o acréscimo de indenização moral e patrimonial
de até 60 salários mínimos.
JUROS DUPLICADOS
Outra situação bem comum é a
do morador da cidade L.A.O.F, que no
mês passado se surpreendeu com
os valores referentes a um empréstimo
que fez em 2004. De acordo com Lídia,
a dívida atual chega a quatro
vezes o débito inicial. “O
meu cliente chegou a pagar dez parcelas
das 24 negociadas. Teve que parar por
falta de dinheiro e agora em apenas um
ano deve um valor exorbitante. Isso não é justo
e vamos lutar pelo direito dele”,
revela a advogada especialista em Defesa
do Consumidor. |
EMPRÉSTIMO ‘METADE
DOS CONSUMIDORES QUE TOMAM EMPRÉSTIMOS NUMA FINANCEIRA SAEM
SEM SABER SEQUER A TAXA DE JUROS COBRADA’
Os consumidores devem redobrar sua
atenção na hora de fazer
um empréstimo. Além da
publicidade enganosa, as condições
dos juros e prazos para quitação
podem esconder encargos extras não
previstos pelos clientes, que, em geral,
só estão preocupados em
verificar se seu orçamento mensal
comporta o valor das parcelas.
Na maioria dos casos, o consumidor pega o empréstimo para tentar quitar
outra dívida, gerando então o efeito “bola de neve”,
em que seus problemas só tendem a aumentar com o passar do tempo.
De acordo com informações do Banco Central o volume de empréstimos
realizados por pessoa física vem aumentando de forma excessiva e isso
se deve à criação do empréstimo em consignação
(desconto em folha de pagamento).
Nesse tipo de empréstimo a cautela deve ser maior ainda, haja vista
que as inúmeras propagandas convidam e apresentam as facilidades do
empréstimo, omitindo informações mais importantes, que
vão influenciar diretamente nos valores a serem pagos.
A situação se agrava quando, em pouco tempo de inadimplência,
a dívida aumenta de tal forma que é praticamente impossível
pagá-la.
Os artifícios utilizados pelas instituições bancárias
são deploráveis. Justificam a cobrança dos juros através
de um contrato que nem sequer é fornecido ao cliente. Assina-se algo
sem que seja dado prévio conhecimento de seu conteúdo. E, mesmo
quando o contrato é apresentado, inúmeras são as cláusulas
em desacordo com o Código de Defesa do Consumidor. São cláusulas
de difícil compreensão, que não explicitam corretamente
como os juros são aplicados e que restringem sobremaneira os direitos
do cliente/consumidor. Essas cláusulas são abusivas, e, portanto,
nulas de pleno direito. Ademais, todo contrato do qual não seja dado
prévio conhecimento não obriga o signatário, mesmo após
sua assinatura.
Há ainda alguns contratos que não apresentam nem mesmo a assinatura
do cliente. Tudo é cobrado e operado com aparentes vestes da legalidade.
Outro fato importante nos contratos de financiamento e que deve ser observado
pelos consumidores diz respeito ao anatocismo. Muito embora os contratos apresentem
a indicação do percentual dos juros, não demonstram como
esses juros são aplicados. Na incidência dos juros sobre a dívida
ocorre o que em Direito denomina-se Anatocismo, ou seja, a cobrança
de juros sobre juros. Aplica-se o fator compensatório várias
vezes sobre um único valor de forma que o valor inicial sofra uma excessiva
onerosidade. Juros sobre juros, anatocismo, juros capitalizados são
expressões sinônimas de uma imoralidade que vem sendo corriqueiramente
aplicada pelas instituições de crédito.
Quanto aos valores não existe qualquer tabela de juros ou congelamento,
o Banco Central utiliza atualmente o livre comércio, em que a concorrência é que
estipula (pelo menos eles acreditam) o valor dos juros e a sua queda. Isso
na verdade é fictício, pois os bancos hoje em dia visam apenas
a lucros, cobrando taxas de tudo, exatamente porque não tem interferência
do governo. Trocando em miúdos, é o consumidor quem deve avaliar
e não havendo outra opção, escolher o que mais lhe seja
favorável.
O Banco Central hoje estipula apenas a Taxa Selic, que deveria servir como
variação no mercado, o que determinaria o aumento e a diminuição
dos juros, mas apesar da economia estável isso não chega ao consumidor.
Dúvidas ou reclamações podem ser sanadas junto à Associação
Nacional de Defesa do Consumidor (Andecon), localizada na Avenida Joaquim Leite,
619, 1º andar, Centro, Barra Mansa – RJ. Telefone (0**24) 3328-4848.
Ciente de seus direitos, sua viagem será um sucesso. Por Lidia Carla
de Almeida. |
PARABÉNS
AOS PROFISSIONAIS DO JUDICIÁRIO
ANIVERSARIANTES DA SEMANA
VOLTA REDONDA
Denise Nunes Cordeiro Vicente – 04
Wellington Nascimento Silva - 04
João Carlos Lopes de Freitas – 06
Michele de Souza – 06
Daniele Matias da Silva Rangel – 07
João Batista Closs – 08
Rozane Silva de Andrade – 09
BARRA MANSA
Adriana Sacramento Roque – 06
Cristiana Pereira Teixeira – 10
BARRA DO PIRAÍ
Andréia Espindola da Silva – 06
RIO DAS FLORES
Andréa de Melo Amaral – 11
ITATIAIA
Roberto Garcia de Souza Filho – 09
Keid de Paula Costa Faria - 11
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