| DENÚNCIA
Lixo incomoda moradores
Má conservação de terreno
atrai ratos e oferece perigo à população
BARRA MANSA - Os moradores da Rua Prefeito
João Luiz, Alameda Santa Cruz, no
bairro Saudade, e adjacências estão
indignados com a má conservação
de um terreno próximo, onde se localizava
a Vila Boa Esperança, pertencente à Siderúrgica
Barra Mansa (SBM). Segundo eles, o local
se transformou num verdadeiro depósito
de lixo.
O mato alto, as sobras de alimentos
e os entulhos no local favorecem a proliferação
de ratos e de outros animais nocivos à saúde.
Moradora da Alameda Santa Cruz, rua situada
acima do terreno, a professora Tânia
Regina Firmiano Gomes, 42 anos, reclama
que já entrou em contato com a associação
de moradores, contactaram a SBM e até o
momento nenhuma providência foi tomada.
“
Esses dias, encontrei uma ratazana enorme
em casa. Todos os dias, se procurar, acho
um monte delas. O lugar está abandonado
e precisa de limpeza. Tirei fotos do terreno
e fui à companhia mostrar como estava.
Disseram que iriam resolver, mas até hoje
nada foi feito”, queixa-se a moradora.
Segundo ela, além da sujeira o local,
que dá acesso ao bairro Colônia
Santo Antônio através de uma
pequena estrada de terra, oferece perigo
aos moradores, devido ao mato alto. A professora
conta que é comum acontecerem assaltos
no local. “Outro dia, minha manicure
foi assaltada; levaram a maleta de trabalho
e o celular dela. Falta segurança
aqui neste trecho. Pode acontecer algo
mais perigoso, até matarem pessoas,
e ninguém ficar sabendo”,
alertou.
Outra moradora, que preferiu não
se identificar, disse que o terreno se
encontra em péssimas condições
há mais de dez anos, período
em que a Vila Boa Esperança, onde
moravam funcionários da siderúrgica,
foi desativada. “Nasci e fui criada
aqui no bairro e esse terreno sempre esteve
desse jeito. Não adianta reclamar.
Já pediram ajuda até da prefeitura
para cobrar da empresa e multar caso o
terreno continuasse sujo, mas não
adiantou nada”, desabafa a moradora.
A assessoria de imprensa da Siderúrgica
Barra Mansa foi procurada para prestar
esclarecimentos, mas até o fechamento
desta edição a empresa não
havia se posicionado.
CRATERA NA RUA
Como se não bastassem os problemas
decorrentes da proliferação
de ratos e a sujeira do bairro, os moradores
da Alameda Santa Cruz estão convivendo,
há três semanas, com o perigo
de terem que se deslocar pela rua parcialmente
destruída. Segundo os moradores,
com as últimas chuvas os paralelepídedos
da rua se soltaram e um buraco de aproximadamente
2,5 metros de largura se formou em frente à residência
de número 58. Além de impedir
o tráfego de veículos pela
rua, a cratera dificulta a entrada do veículo
na garagem de um dos moradores.
“
Toda vez que chove a rua fica esse caos. É muito
perigoso. Crianças brincam na rua
e correm o risco de se machucarem. Outro
dia, um menino caiu no buraco e se feriu”,
conta a professora Tânia Firmiano
Gomes, lembrando que esta semana um veículo
foi desviar do buraco e quase atingiu sua
casa.
“
Já telefonei para ao Saae e para
a Susesp e até agora, nada. O prefeito
asfalta as ruas principais e esquece das
transversais. Isso é um absurdo”,
dispara a moradora.
|