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REUNIÃO
Acordo salarial longe do fim
Campanelli se reúne com secretário de Administração em benefício do funcionário público

BARRA MANSA - Para o presidente do Sindicato do Funcionalismo Público, José Francisco Campanelli, o acordo salarial dos servidores municipais está longe do fim. Ao contrário, ele informa que ainda esta semana se reunirá com o secretário de Administração, Fanuel Fernando de Paula, para tratar de um item considerado prioridade pela categoria e bastante polêmico nas negociações com a prefeitura: o reajuste salarial. No encontro, o governo municipal divulgará o resultado do estudo sobre a questão e apresentará uma proposta de reajuste salarial.
Segundo Campanelli, o sindicato também está fazendo um estudo sobre a evolução da folha de pagamento da prefeitura no período de 1995 a 2005. Para isso, ele pediu alguns documentos complementares ao secretário, como a cópia de balancetes, tabelas de vencimentos dos profissionais enquadrados nos níveis 14 a 20, que atuam no Centro Administrativo, Saae, Susesp, incluindo cópias das leis municipais que autorizam o pagamento de abonos, gratificações e reajustes salariais anteriores.
“ Estavam faltando esses documentos para concluirmos o nosso estudo, mas, pelo que apuramos, até o momento o funcionalismo perdeu, nesses anos, 87%”, comenta Campanelli, ressaltando que vai discutir com o secretário sobre a possibilidade de a prefeitura repor as perdas da categoria ou, pelo menos, reajustar o salário com um índice superior ao mínimo do governo federal. “O prefeito vai anunciar o reajuste, mas sabemos que não vai chegar nem a 10% da nossa perda. Queremos que ele dê um reajuste maior que o do salário mínimo, porque senão os salários dos funcionários de um nível maior serão achatados”, argumenta o presidente do sindicato, acrescentando que as perdas vão limitar ainda mais o recebimento de abonos.

CRISE COM O SEPE

Em relação a uma negociação unificada da campanha salarial, Campanelli diz que a direção do Sepe se distanciou do acordo com o funcionalismo e que o mal-estar entre as entidades é de caráter ideológico. “Não posso brigar só por uma categoria, tem que ser todos os funcionários públicos. Não sou de partido algum e não aceito politicagem”, enfatiza o sindicalista, referindo-se à inclinação política do Sepe. “Vamos continuar com o nosso movimento. Faremos assembléias setoriais e a categoria vai decidir em assembléia se concorda ou não com a proposta do governo”, completa.
Segundo o presidente do sindicato, caso não haja uma posição favorável do governo não se descarta a possibilidade de paralisação.

CONSELHO DO FUNDAMP

Eleito representante do funcionalismo público no Conselho Deliberativo do Fundamp, Campanelli ressalta que uma de suas metas como membro do conselho é lutar pela extinção do cargo de diretor Executivo, que se trata de uma função indicada pelo prefeito. “Já tentei fazer isso por duas vezes e fui voto vencido. Acho um absurdo um cargo indicado pelo prefeito ganhar R$ 5,8 mil. Ele não é ligado à prefeitura e além disso não faz nada. Com toda a dívida do Fundamp (calculada em R$ 1,2 milhão), o cargo deveria, no mínimo, ser ocupado por um funcionário de carreira”, ressalta.