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“O
movimento não pretende
recuar”
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EDUCAÇÃO
Assembléia será realizada
Profissionais não acreditam que prefeito
apresentará proposta
BARRA MANSA - O movimento dos profissionais
da educação da rede municipal
parece não pretender dar trégua
ao governo tão cedo, ou até,
pelos menos, sair o anúncio do reajuste
salarial, prometido pelo prefeito para
esta semana. Hoje, a categoria se reúne
em assembléia geral no salão
paroquial da Igreja Matriz, às 15h30min,
para avaliar as atividades do movimento
e definir um grande ato público.
Ficou decidida, no último encontro,
uma paralisação de meio período
para esta semana. Os profissionais cumpririam
três horas trabalhadas nas escolas
e em seguida sairiam em caminhadas de convencimento
para divulgar e fortalecer o movimento.
Segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais
da Educação (Sepe), Núcleo
Barra Mansa, a adesão dos profissionais
foi bastante positiva nesse sentido. Foi
definido também que os profissionais
de 1ª a 4ª série que aderiram à paralisação
iriam intensificar os trabalhos de conscientização
com os demais colegas, como foi feito na
segunda e terça-feiras.
Um dos diretores do Sepe, Alex Teixeira
enfatiza que diante do que foi discutido
em assembléia a categoria não
vai abrir mão de lutar por seus
direitos, sobretudo no que se refere à reposição
salarial. “Existe uma expectativa
em torno do anúncio do reajuste
pelo prefeito, mas o movimento não
pretende recuar em hipótese alguma.
Estou muito cético com relação
a isso. É difícil acreditar
em alguma coisa que venha do prefeito,
depois de tudo o que ele vem fazendo”,
critica Alex, referindo-se aos cortes nos
pontos dos profissionais que aderiram à greve
e à posição do governo
de se comprometer a contratar novos profissionais,
se fosse preciso, para repor as aulas perdidas.
Os profissionais da educação
reivindicam reposição salarial
de 65%, referente às perdas salariais
acumuladas nos últimos dez anos;
implantação de cargos e carreiras,
redução da contratação,
convocação de concursados,
melhoria no atendimento do Fundamp e o
retorno das gratificações
cortadas, entre outros.
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