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CARVALHO: “Gastamos
10,22% menos do que podíamos
e conseguimos dar aumento de
7% para os servidores”
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Audiência
pública
Prefeitura mostra desempenho
Silvio de Carvalho
conseguiu diminuir o déficit
fiscal do município
RESENDE - A Controladoria Geral do Município
realizou segunda-feira, no plenário
da Câmara de Vereadores, uma audiência
pública para expor o desempenho
da máquina administrativa no último
quadrimestre do ano passado, conforme o
edital de convocação nº 001/2006.
O evento atende a dispositivo previsto
na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF),
que desde a sua criação,
em 2000, obriga os agentes públicos
a demonstrarem para a sociedade como estão
sendo gasto os recursos públicos.
O controlador geral do município,
João Paulo dos Santos, lembra que
70% dos prefeitos que deixaram o cargo
em 31 de dezembro de 2004, os primeiros
a administrarem sob a vigência da
LRF, estão com problemas com os
Tribunais de Contas de seus estados. “A
LRF, basicamente, estipula que não
se pode gastar mais do que se arrecada.
Quem não cumpriu esse preceito legal
está com problemas para aprovar
suas contas”, explica João
Paulo.
Segundo o controlador, o prefeito Silvio
de Carvalho conseguiu diminuir o déficit
fiscal do município, pagando dívidas
e conseguindo fazer uma reserva financeira
de R$ 15 milhões. “A prefeitura
está hoje rigorosamente dentro do
que manda a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Em 2005 havia um orçamento previsto
de R$ 152 milhões, mas arrecadou-se
R$ 142 milhões. Mesmo com um orçamento
6,61% efetivamente menor do que o previsto
e diminuição das transferências
correntes, diminuímos a dívida
consolidada do município, que era
de mais de R$ 135 milhões, para
R$ 124 milhões”, informa.
Silvio de Carvalho ressalta a queda do Índice
de Participação do Município
(IPM), que era de 1.779 em 2004, caiu para
1.643 em 2005, chegou a 1.590 este ano
e está em 1.502, depois que Mangaratiba
questionou judicialmente o percentual destinado à cidade.
O pleito daquele município foi atendido,
o que afetou toda a divisão do bolo
do Imposto Sobre Circulação
de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Além disso, houve erros no preenchimento
de Declarações Anuais de
Movimentação Financeira (Declans)
- peça chave para a definição
da fatia resendense no ICMS - ou até mesmo
a não entrega delas. “Com
todos esses problemas gastamos 10,22% a
menos do que podíamos, conseguimos
dar aumento de 7% para os servidores e
pagar o FGTS, em folha, para o funcionalismo,
outra dívida que encontramos do
governo anterior. Tudo isso sem sobrecarregar
a folha, com a qual o Executivo gastou
42,86% da sua receita corrente líquida, índice
abaixo dos 45,49% gastos no governo anterior”,
salienta.
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