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Saúde e qualidade de vida
CRI: CENTRO DE RECUPERAÇÃO DE ITATIAIA

A ESCOLHA PROFISSIONAL

Com o aumento gradativo do número de profissões que vem ocorrendo nas últimas décadas, decorrente do surgimento de inúmeras especialidades e novas demandas do mercado de trabalho, a escolha profissional tem gerado muitas dúvidas e dificuldades por parte dos jovens atualmente.
Até meados do século XVII, a escolha era feita seguindo a tradição familiar e a concepção de dom único, ou seja, se houvesse no histórico da família uma profissão “herdada” de pai para filho, o ofício deste estaria automaticamente definido desde o seu nascimento, considerando o seu sexo e as chamadas “funções de homem e de mulher”, restringindo ainda mais as opções possíveis na época.
Nos dias de hoje, as opções são tantas que a dificuldade para escolher é oposta; ou seja, com pouco conhecimento prévio sobre as áreas (Humanas, Exatas e Biológicas) e mais especificamente sobre as universidades e cursos, o jovem precisa escolher o que fazer “pelo resto da vida”, sem muitas vezes ter noção do que isso significa na prática, e sem ter qualquer tipo de orientação.
A escolha profissional é difícil não só por esses motivos, mas, principalmente, porque, com diversas habilidades distintas, o jovem precisa optar por investir em apenas uma delas, o que significa, pelo menos num primeiro momento, abrir mão de todas as outras. Dentre os principais fatores envolvidos na escolha estão: interesse pessoal, habilidades específicas, prazer, opinião dos pais e de outras pessoas, retorno financeiro, reconhecimento e status da profissão e, por fim, distância entre a universidade e a família.
O grau de importância de cada um desses fatores é determinado individualmente, através das prioridades e particularidades de cada caso, e é fundamental refletir sobre a situação para ser capaz de fazer uma escolha adequada à realidade em que o sujeito se encontra. Outro recurso de grande auxílio é fazer um levantamento do maior número de informações possíveis sobre os cursos, faculdades e profissões, possibilitando a desmitificação de algumas delas. Caso esta seja uma tarefa muito difícil para o jovem realizar sozinho, o que naturalmente gera ansiedade, é recomendado que ele procure um profissional especializado para auxiliá-lo nesse processo.

MARINA VICTÓRIO RAMIREZ - 2º Ten OTT
Psicóloga do CRI