Cresce a expectativa em torno da resposta
que o Executivo encaminhará à câmara,
atendendo a requerimento do vereador Rodrigo
Drable, sobre os pagamentos efetuados à Intermídia,
empresa responsável pela publicidade
na Prefeitura de Barra Mansa.
Conforme A VOZ DA CIDADE denunciou, foram
pagos R$ 750 mil à empresa, já denominada "Peçaduto",
para executar serviços de arte nos
galhardetes fixados nos coletivos e outros
pequenos impressos que, sob nenhum aspecto,
justificam tamanho investimento.
Quando, em nível federal, CPIs cuidam
de apurar a ciranda que se pratica com
o dinheiro público, com agências
de publicidade envolvidas em mensalões,
recebendo verbas do erário federal
por serviços que absolutamente não
prestaram, e repassadas criminosamente
para a prática da corrupção
política, os R$ 750 mil pagos à Intermídia
precisam ser justificados.
As vultosas verbas liberadas para emissoras
de televisão, somente em dezembro
do ano passado - R$ 301 mil - também
precisam sem devidamente
explicadas, pois nenhum telespectador assistiu
a veiculação de publicidade
que justifique tal despesa.
É
preciso saber se sobre essa verba não
incidiu a comissão de 20% da agência,
o que aumenta a imoralidade do ato praticado. É muita
coisa que
precisa vir à tona. O prefeitinho
não pode continuar se escondendo
sob o manto da impunidade.
O dinheiro público precisa ser fiscalizado
com rigor na sua aplicação.
O contribuinte tem o dever de estar alerta,
pois sai do seu bolso e das obras
que o prefeitinho deixa de fazer essa enxurrada
de dinheiro gasto com propaganda enganosa.
Pagam-se milhares de reais para anunciar
o IPTU “mais barato do país”,
quando, na verdade, é um dos mais
injustos, pois não dá nada
em troca a quem o paga.
Milhares para mostrar uma Expo-BM que,
a rigor, em nada contribuiu para o crescimento
econômico do município.
Está na hora de os vereadores vestirem
a camisa do município, tirando a
camisa do prefeitinho, verdadeira saia
justa na opinião pública.
A câmara é o último
balaústre onde o contribuinte busca
amparo.
Se ela continuar nessa subserviência
ao prefeitinho, em troca de minguados favores,
será a falência definitiva
das esperanças populares.
Nós vamos continuar denunciando,
mesmo com o nosso jornal recolhido dos
pontos de distribuição, mesmo
com as críticas açodadas
do prefeitinho nos programas de rádio
pagos pelo contribuinte ao nosso trabalho.
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