Assunto
IPTU ainda preocupa
VOLTA REDONDA - Desde o início
do ano, a discussão sobre o Imposto
Predial e Territorial Urbano (IPTU 2006)
tem chamado a atenção da
população. Muitos querem
saber se devem ou não pagar a dívida
e em quais situações devem
recorrer à Justiça. Para
deixar o contribuinte melhor informado
e preocupadas com a situação,
entidades como a Associação
Nacional de Assistência ao Consumidor
(Anacont) e o Movimento pela Ética
na Política (MEP) estão atentas
ao assunto.
O MEP, que vem acompanhando o caso, que
virou ação civil pública,
referente aos impostos de 1995 a 2005,
está atento aos resultados finais
que atendam o direito da população
sem oferecer nenhum prejuízo à comunidade.
Segundo o coordenador do movimento, José Maria
da Silva, o Zezinho, a idéia é fazer
com que a situação tome o
caminho certo, que é o da Justiça
e da ética.
Zezinho lembra que a ação
foi ajuizada pela Anacont, por conter cobranças
indevidas no IPTU por parte do município.
Segundo ele, o movimento chegou a enviar
documentos ao juiz, também promotor
do caso, manifestando-se. Para ele, o promotor
Carlos Bernardo Aarão Reis mostrou
senso de justiça ao propor um Termo
de Ajuste de Conduta (TAC) para solução
do caso. “O movimento resumiu as
argumentações encaminhadas
este mês ao juiz de Direito da 4ª Vara
Cível”, diz Zezinho, ressaltando
que vários pontos do termo tiveram
destaques.
TERMO
Segundo o termo, é preciso ressaltar
o direito fundamental a não tributação
indevida, a garantia à não
auto-incriminação, o direito
a informações e a necessidade
de obediência à Constituição.
E com essas fundamentações
sintetizadas o promotor recomenda o TAC,
apresentando 15 encaminhamentos. Entre
eles o fornecimento de informações,
lista de imóveis e os respectivos
valores do IPTU de 95 a 2005, inscrições
na lista de precatórios, elaborar
previsão para orçamentos
futuros para pagamentos indevidos, salvaguardando
orçamentos para serviços
essenciais e
publicidade do compromisso aos contribuintes.
O coordenador do MEP garante que o movimento
vai continuar acompanhando o processo,
na esperança que a justiça
e a ética prevaleçam e que
a dignidade e a cidadania do contribuinte
sejam respeitadas. “Estamos acompanhando
de perto o desfecho desse caso. Estamos
também com a Anacont, que está correta
em sua visão”, finaliza Zezinho.
|