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PONTO DE VISTA
Ausência sentida

O Brasil comemorou, no mês de janeiro, 50 anos da posse de Juscelino Kubitschek de Oliveira no cargo de presidente da República. Naquela época, 1956, o País se chamava constitucionalmente "República dos Estados Unidos do Brasil".
Celebrar e exaltar a memória de Juscelino é trazer para os dias atuais a lembrança do maior estadista que este País já teve. Carismático, JK foi o homem público com envergadura política suficientemente robusta para promover o maior ciclo de desenvolvimento econômico do Brasil. Em apenas 5 anos, tivemos crescimento econômico e cultural correspondente a 50 anos.
Dos incontáveis feitos de JK destacam-se a construção de Brasília, a construção e pavimentação das principais rodovias que o País tem hoje e a instalação do parque industrial automotivo, dentre outros tantos.
O Brasil daquela época tinha uma economia altamente atrasada, com problemas sociais graves e falta de infra-estrutura, principalmente em estradas e na geração de energia elétrica. Mas o mundo passava por mudanças políticas profundas e JK, ainda um jovem governador das Minas Gerais, encantou os brasileiros pelo seu carisma e dinamismo.
O grande diferencial de JK foi o seu modo original e excepcionalmente genial de governar. JK articulou esse engenhoso potencial, imprimindo-lhe um ritmo de dinamismo especial, de tocador de obras. Juscelino governou o Brasil com uma visão de progresso, de desenvolvimento econômico integral, cultural e social, de democracia, de liberdade, contagiando os brasileiros com seu carisma, sua alegria, suas muitas realizações, sempre com o olhar firme no futuro do nosso País.
Juscelino Kubitschek construiu um novo Brasil porque não voltou sua visão para uma política que se preocupava com metas de superávit primário, que praticava juros estratosféricos, de contenção de investimentos públicos e de crescimento econômico muito baixo para as expectativas da população.
O que fez e faz Juscelino se transformar no JK da saudade dos brasileiros foi o progresso de um Brasil que crescia nada menos que 8,5% ao ano. Naquela época, o incremento na geração de empregos, que explodiu em progressão geométrica, ocorreu não apenas em Brasília, mas basicamente em todo o País. Por tudo isso, a era JK, que resultou da mistura de dinamismo econômico e idílio político, se inscreve na história brasileira como um colossal retrato daquilo que, enfim, "DEU CERTO". E quanta falta isso nos faz hoje...

Marcelo Crivella
Senador da República pelo
Estado do Rio de Janeiro