Voltar   Beto Maximiano
A incineração dos votos, no terraço da sede do sindicato, foi acompanhada por fiscais e advogados das duas chapas, além de políticos

ELEIÇÃO
Cédulas viram fumaça
Sindicato dos Metalúrgicos acata decisão judicial e incinera votos

VOLTA REDONDA - Acatando uma ordem judicial, a Comissão Eleitoral do Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda e região incinerou ontem, em sua sede, 1.300 votos do primeiro dia das eleições, que foram suspensas pela Justiça do Trabalho. O Departamento Jurídico do sindicato entrou com um mandado de segurança na Justiça do Rio para cassar as liminares de Renato Soares e do aposentado Hamilton Amauri Liz, concedidas pela primeira e segunda varas da Justiça do Trabalho de Volta Redonda, respectivamente. A liminar do candidato da chapa da Força Sindical foi considerada sem efeito pela Justiça quinta-feira.
A queima dos votos foi acompanhada por fiscais e advogados das duas chapas. Também compareceram os deputados Carlinhos Santana, Gilberto Palmares e Cida Diogo, todos do PT. “Viemos em solidariedade aos companheiros da Chapa da CUT”, disse Santana.
O presidente do sindicato e candidato à reeleição pela Chapa 1, da CUT, Carlos Henrique Perrut, não soube precisar quando serão realizadas novas eleições. Porém, de acordo com o estatuto do órgão, elas têm que ocorrer três meses antes do término do mandato da atual diretoria, dia 8 de setembro. Nesse caso, as eleições têm que ser marcadas no máximo até o dia 8 de junho próximo.
Segunda-feira, às 7 horas, o sindicato realizará uma assembléia na Passagem Superior da CSN, na Vila Santa Cecília. Os metalúrgicos vão decidir se entram em greve e a data do início da paralisação.