Já está se tornando rotina
o sucateamento dos bens públicos
quando se transferem governos nos municípios.
Em Quatis, o prefeito Alfredo de Oliveira
está com a metade de sua frota paralisada,
por falta de condições mínimas
para o funcionamento.
Duas ambulâncias estão aguardando
peças de reposição
para a montagem de seus motores, em péssimo
estado de conservação.
O prefeito transferiu a responsabilidade
para o seu antecessor, José Laerte,
que teria, segundo afirmam o prefeito e
a secretária de Saúde, transferido
a frota sem condições de
ser usada.
Agora, em Vassouras, o episódio
se repete.
O prefeito Eurico Júnior, reconduzido
ao cargo, afirma que, quando saiu, por
força judicial, em abril do ano
passado, a frota estava em boas condições
e nesse interregno até sua volta,
em fevereiro, os veículos foram
como que destruídos.
Em Quatis ou em Vassouras é preciso
que se apurem responsabilidades e haja
punição para aqueles reconhecidos
como responsáveis pela guarda da
frota, afinal um patrimônio municipal,
sobre o qual quem governa tem responsabilidades.
Nas fotos mostradas em nossa edição
de ontem constata-se que máquinas
pesadas foram destruídas pela falta
de manutenção ou pelo mau
uso no serviço.
O secretário de Transportes de Vassouras,
Gilberto Conceição, mostrava-se
indignado com a dilapidação
do patrimônio público, sem
a mínima consideração
ou respeito. Ele mostrou a A VOZ DA CIDADE
três caminhões basculantes,
um caminhão com carroceria, cinco
carros de passeio, um microônibus,
três kombis, duas máquinas
patrol, um compactador de lixo, duas retroescavadeiras,
duas pás mecânicas, uma ambulância,
uma caminhonete e um rolo compressor totalmente
sucateados e sem nenhuma serventia, devendo
ser levados a leilão como sucata.
Vê-se, assim, como é grave
o desrespeito de certos prefeitos com a
causa pública. A Lei de Responsabilidade
Fiscal (LRF) exige que os prefeitos não
deixem contas pendentes para seu sucessor,
sem os recursos para a sua quitação.
Deveria, também, enquadrar aqueles
que agem criminosamente contra os interesses
municipais, não deixando dívidas,
mas transferindo verdadeiras heranças
malditas, com sucateamento da frota de
veículos e de outros bens públicos.
O prefeito de Vassouras, segundo afirmou,
enfrenta dificuldades para recompor a engrenagem
administrativa em termos que possibilitem
o andamento normal da prefeitura.
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