 |
AÇOUGUE
da comerciante continua fechado
apesar de Vera ter sido liberada
|
|
SEM
RESGATE
Comerciante é libertada
Vera ficou numa casa
no bairro Cotiara, em Barra Mansa, ameaçada por seqüestradores
RESENDE - Acabou bem o seqüestro
da comerciante Vera Lúcia de Andrade
Leme, 49 anos. Depois de ficar por mais
de cinco horas em poder dos seqüestradores,
ela foi libertada no quilômetro quatro
da estrada que dá acesso à cidade
paulista de Bananal. Apesar de abalada,
a comerciante passa bem e já está com
a família, que viajou para local
não revelado. Até o fechamento
desta edição agentes da Delegacia
Anti-Seqüestro (DAS) realizavam buscas
na região Sul Fluminense à procura
dos seqüestradores.
A comerciante, proprietária do Açougue
São Sebastião, localizado
no bairro Paraíso, na entrada de
Resende, foi seqüestrada na noite
de quarta-feira por três homens que
estavam num Voyage verde, com placa não
identificada. Algumas horas após
o seqüestro, os marginais exigiram
da família R$ 800 mil para pagamento
de resgate. Segundo um parente da comerciante,
ela foi libertada pelos seqüestradores
por volta das 22h30min. “Eles tiraram
Vera de casa dizendo que a deixariam numa
estrada para que ela desse um jeito de
voltar para casa. Os bandidos tiraram a
venda de seus olhos e a deixaram na estrada
com as mãos amarradas”, conta
o familiar, acrescentando que a comerciante
caminhou alguns minutos até pedir
ajuda numa residência localizada
na beira da estrada. “Ela passou
em frente a um bar, mas como havia muitos
homens ficou com medo e continuou a andar
pela estrada. De repente, avistou uma mulher
na janela de uma casa e pediu ajuda. Vera
conta que havia sido seqüestrada e,
imediatamente, a mulher e seu marido a
desamarraram e a ajudaram a localizar a
família”, conta. “Quando
recebemos o telefonema de Vera nem acreditamos
que ela havia sido libertada. Ela estava
muito nervosa e só conseguia chorar.
O proprietário da casa que falou
com o Sebastião Leme (marido de
Vera) passou o endereço da residência
onde Vera estava”, disse a fonte,
comentando que a família passou
o endereço da casa para os agentes
da DAS, que auxiliados por policiais da
Delegacia de Barra Mansa encontraram a
comerciante.“Graças a Deus
que o pesadelo terminou. Embora esteja
abalada, Vera diz que quer esquecer o seqüestro”,
comentou.
Segundo
um parente de Vera, no período
em que ela esteve no cativeiro,
embora não tenha sido
agredida, os seqüestradores
a ameaçavam o tempo
todo. “Mesmo dando
assistência a ela,
carregando-a até ao
banheiro, os seqüestradores
sempre a ameaçavam.
Eles diziam que caso não
fosse pago o resgate eles
cortariam sua orelha e um
dedo para mandar para a família.
Ou, caso contrário,
a matariam, cortando sua
cabeça”, diz
o parente, informando que
durante todo o tempo que
ficou no cativeiro apenas
dois seqüestradores
ficaram vigiando a comerciante,
que estava com uma venda
nos olhos. “Ela só viu
os homens quando foi rendida
na porta do açougue
e colocada no carro.Vera
comenta que dois deles teriam
idade entre 19 e 30 anos.
No entanto, não se
lembra sequer do rosto deles,
pois ficou com os olhos vendados
o tempo todo no cativeiro”,
diz.
De acordo com a polícia, os seqüestradores teriam desistido do seqüestro
depois que a DAS assumiu o caso. “Provavelmente eles ficaram com medo de
serem descobertos e diante da negativa de pagamento de resgate desistiram o seqüestro
e acabaram libertando a vítima”, acredita o policial, salientando
que a DAS investiu pesado na procura dos bandidos. “Assim que foi acionada
agentes da DAS vieram para a região e trabalharam em conjunto com a Polícia
Civil das delegacias da região”, diz. O policial também acredita
que os seqüestradores teriam pego a vítima errada. “Acreditamos
que os seqüestradores tenham errado de vítima. Até porque
a família não tem tanta posse assim para valer um seqüestro”,
finaliza.
|
|
|