| MORTE
DE BEBÊS
Deputada denuncia casos
SUS, Ministério da Saúde e
Comitê de Investigações
de Mortes Maternas e de Bebês recebem
documentos
BARRA MANSA - Camila, Vitória e
David. Se depender da vontade da deputada
estadual Inês Pandeló (PT),
as histórias da morte desses bebês
que passaram pelo Hospital da Mulher não
ficarão impunes. Os casos foram
denunciados pela deputada à Corregedoria
Geral do Sistema Único de Saúde
(SUS), Ministério da Saúde
e ao Comitê Estadual de Investigações
de Mortes Maternas e de Bebês.
No Dia Mundial da Saúde, comemorado
ontem, Pandeló participou de atividades
em Volta Redonda sem ter muito que comemorar.
Ela falou que a situação
da saúde no estado é muito
delicada, principalmente em Barra Mansa,
com os casos de mortes de crianças.
De acordo com Inês Pandeló,
para a corregedoria do SUS foram encaminhadas
reportagens sobre os casos divulgadas por
A VOZ DA CIDADE e documentos sobre as mortes,
como óbitos e exames repassados
pelas famílias. Para o Comitê Estadual
foi encaminhado um ofício questionando
se o órgão tem conhecimento
sobre as mortes no Hospital da Mulher. “Espero
que aconteçam investigações
para informar à sociedade e às
famílias se houve erros e, se positivo,
quais serão as medidas tomadas.
Creio que todos merecem essa informação.
No único hospital público
que temos, construído com a finalidade
de reduzir a mortalidade materno-infantil,
morreram três crianças em
um intervalo curto”, diz a deputada.
Camila morreu em 19 de dezembro do ano
passado; Vitória, no dia 23 de janeiro
e David foi sepultado no dia 27 de março.
Segundo Inês, as denúncias
foram a última alternativa. Ela
informou que ligou até para a Delegacia
de Homicídios do Rio de Janeiro,
onde o caso de Vitória está sendo
investigado e disseram que o laudo da morte
sairia ainda esta semana, o que não
ocorreu. “Estamos preocupados com
essas mortes. O que mais choca é que
a prefeitura não toma nenhuma atitude”,
afirma. De acordo com a deputada, mortalidade
infantil e materna são suas preocupações.
Ela mencionou que o projeto do hospital
em Barra Mansa foi de seu governo e a atual
administração pública
o alterou, além de ter deixado a
obra parada por dois anos.
“
O hospital não foi criado com esse
objetivo. Quando o prefeito reiniciou a
obra mudou o projeto. O nosso era para
ser hospital-maternidade com uma UTI neonatal
para mais tarde ampliarmos. No Hospital
da Mulher não tem UTI, fazendo com
que os partos de riscos sejam encaminhados
para a Santa Casa”, conta, acrescentando
que até a transferência de
um lugar para outro gera problemas. A deputada
afirma que a prefeitura pode contornar
o problema tomando duas atitudes. A primeira
seria montar uma comissão de sindicância
para investigar os fatos e prestar contas.
A segunda, se empenhar para montar uma
UTI no Hospital-Maternidade.
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