Voltar   Cris Oliveira
Maurício mostra-se preocupado com a falta de esclarecimentos no documento da prefeitura

Vereador afirma que medida da prefeitura parece ditadura

BARRA MANSA - O vereador José Maurício de Almeida (PT) fez um pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal questionando a declaração e o termo de compromisso que a prefeitura, através da Secretaria Municipal de Administração, está enviando para os funcionários assinarem. O documento garante que os servidores receberam o vale-transporte. O problema, segundo o vereador, é que o termo não tem a clareza dos fatos. Além disso, proíbe o direito de ir e vir, já que estipula que o trabalhador não pode utilizar outro meio de locomoção, como bicicleta, motocicleta e até mesmo deslocamento a pé. Eles têm que assumir o compromisso de utilizar exclusivamente o vale-transporte”, denuncia.
Na opinião de Maurício, termo de compromisso é um desrespeito. “Parece até ditadura. Todos os funcionários são obrigados a assinar para receber o vale e ainda devem se comprometer até com aquilo que não conhecem”, disse. O vereador se refere ao fato de o documento conter diversas leis nas quais o funcionário afirma ter conhecimento, embora não esteja explicitado o que elas determinam. “É como se todos conhecessem a legislação. Pedi na tribuna que os vereadores da base aliada conversassem com o prefeito para que ele, juntamente com sua assessoria jurídica, se reúna com os servidores para que eles saibam o que estão assinando”, conta.
De acordo com Maurício, se nada for feito ele ainda tentará a aprovação de um requerimento de sua autoria solicitando do prefeito a realização desse encontro. “Chamarei os sindicatos para lutar contra isso. Desde que sou vereador nunca vi um governo assim”, acusa.
A aquisição de vale-transporte gera um desconto de 6% do salário base de cada servidor. Segundo Maurício, o fato de a pessoa ir ao trabalho da maneira que desejar não permite a prefeitura apontar uma falta grave. “Isso também está determinado no documento e é um absurdo o trabalhador, além de pagar, não poder ir a pé, por exemplo”, afirma. José Maurício espera que a câmara tome uma posição com relação ao fato e fique em defesa do funcionário público.