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Maurício
mostra-se preocupado com a falta
de esclarecimentos no documento
da prefeitura
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Vereador
afirma que medida da prefeitura parece
ditadura
BARRA MANSA - O vereador José Maurício
de Almeida (PT) fez um pronunciamento na
tribuna da Câmara Municipal questionando
a declaração e o termo de
compromisso que a prefeitura, através
da Secretaria Municipal de Administração,
está enviando para os funcionários
assinarem. O documento garante que os servidores
receberam o vale-transporte. O problema,
segundo o vereador, é que o termo
não tem a clareza dos fatos. Além
disso, proíbe o direito de ir e
vir, já que estipula que o trabalhador
não pode utilizar outro meio de
locomoção, como bicicleta,
motocicleta e até mesmo deslocamento
a pé. Eles têm que assumir
o compromisso de utilizar exclusivamente
o vale-transporte”, denuncia.
Na opinião de Maurício, termo
de compromisso é um desrespeito. “Parece
até ditadura. Todos os funcionários
são obrigados a assinar para receber
o vale e ainda devem se comprometer até com
aquilo que não conhecem”,
disse. O vereador se refere ao fato de
o documento conter diversas leis nas quais
o funcionário afirma ter conhecimento,
embora não esteja explicitado o
que elas determinam. “É como
se todos conhecessem a legislação.
Pedi na tribuna que os vereadores da base
aliada conversassem com o prefeito para
que ele, juntamente com sua assessoria
jurídica, se reúna com os
servidores para que eles saibam o que estão
assinando”, conta.
De acordo com Maurício, se nada
for feito ele ainda tentará a aprovação
de um requerimento de sua autoria solicitando
do prefeito a realização
desse encontro. “Chamarei os sindicatos
para lutar contra isso. Desde que sou vereador
nunca vi um governo assim”, acusa.
A aquisição de vale-transporte
gera um desconto de 6% do salário
base de cada servidor. Segundo Maurício,
o fato de a pessoa ir ao trabalho da maneira
que desejar não permite a prefeitura
apontar uma falta grave. “Isso também
está determinado no documento e é um
absurdo o trabalhador, além de pagar,
não poder ir a pé, por exemplo”,
afirma. José Maurício espera
que a câmara tome uma posição
com relação ao fato e fique
em defesa do funcionário público.
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