Movimento
Brasil Caminhoneiro se reúne com
ministro dos Transportes
SUL FLUMINENSE - O Movimento União
Brasil Caminhoneiros se reúne hoje, às
17 horas, em Brasília, com o ministro
dos Transportes, Paulo Sérgio dos
Passos, para apresentar uma série
de reivindicações. Uma delas
diz respeito à pesagem nas balanças
das rodovias. De acordo com os caminhoneiros,
o sistema prejudica o trabalho e interfere
muitas vezes no bolso do trabalhador, que
são obrigados a pagar quando é diagnosticado
excesso de peso entre eixos. Eles reclamam
da falta de um critério mais justo
na hora da pesagem e vão propor
ao ministro a extinção da
pesagem ou a mudança nas resoluções,
passando assim a responsabilidade para
a empresa.
Segundo um dos integrantes da Cooperativa
dos Autônomos de Barra Mansa, Carlos
Henrique Pena Dias, muitas vezes a carga
já sai com excesso de dentro das
empresas e os carreteiros que calculam
o peso. “Esse cálculo é no
olho e muitas vezes acertam mais do que
erram, mas as empresas é que deveriam
se responsabilizar”, afirma. Ele
conta que a paralisação de
cinco quilômetros na Rodovia Presidente
Dutra em janeiro reuniu mais de mil caminhões
que ficaram parados por sete horas, não
adiantou nada. Carlos lembra que ficou
acertado um prazo de 60 dias para NovaDutra
e Agência Nacional dos Transportes
(Antt) apresentarem soluções
para reivindicações.
“
O prazo venceu no dia 23 de março
e fizemos uma reunião no dia 30
com a presença de representantes
da concessionária, Antt e de algumas
empresas da região, como CSN, Usiminas,
Inal e Simbal. Elas deram a entender que
não têm o que fazer, já que
o investimento nas balanças para
um sistema que torne a pesagem mais justa
e correta seria muito alto”, afirma,
acrescentando que o parecer final das empresas
será dado em 4 de maio.
De acordo com Carlos Henrique, o que acontece
hoje dentro do sistema atual é que
o caminhoneiro fica preso se a carga estiver
com peso elevado e ainda tem que removê-la. “Tem
carga que ele recebe R$ 600 mais e tem
que tirar R$ 700 do bolso para remoção.
Embora seja um número pequeno de
caminhoneiros que ficam presos na balança,
para nós é muito. Algumas
cargas são indivisíveis,
e os caminhoneiros têm que carregar
a carreta no olho e que se colocar cinco
centímetros para frente ou para
trás transfere mais de mil quilos
por eixo”, afirma.
A intenção do Movimento Brasil
Caminhoneiros é ainda tentar um
encontro com o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. Se nada for resolvido, uma
nova paralisação será realizada.
As reivindicações do movimento
são para a volta dos 45 mil quilos
para os caminhões, suspensão
da cobrança do eixo suspenso do
caminhão, no valor de R$ 7,10 e
retirada de uma determinação
de que o motorista tem que remover a carga
em caso de multa de excesso entre os eixos.
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