| MORTE
DE ESTUDANTE
Ex-namorado confessa
Preso em 13 dias,
Fábio é autuado
por homicídio qualificado
BARRA MANSA - Fábio Gonçalves,
20 anos, indiciado pelo assassinato de
sua ex-namorada, a estudante Priscilla
Silva Fulgoni, 16, confessou o crime e
foi apresentado à imprensa, na tarde
de ontem, pelo titular da 90ª Delegacia
Legal, Wagner Seixas.
Treze dias após o crime, Fábio
foi preso em Manhuaçu, Minas Gerais,
e trazido para a cidade, na madrugada de
ontem, pelo chefe do Núcleo de homicídios,
Reginaldo dos Santos Oliveira e pelo inspetor
Jaime Monteiro de Barros.
Wagner Seixas explicou que Fábio
será indiciado por homicídio
qualificado, por ter premeditado o crime
com motivos fúteis e por ter pego
a vítima de surpresa. “Ele
comprou a faca com que matou Priscilla
no mesmo dia do crime, pegou um ônibus
e foi até a casa da estudante, onde
entrou pulando o muro, para, segundo ele,
tentar reatar o namoro. Durante todo o
tempo ele tentou ficar a sós com
Priscilla, mas como ela não quis
reatar o relacionamento, ele a matou”,
diz o delegado, acrescentado que a pena
para esse tipo de crime varia de 12 a 30
anos de prisão.
Segundo o inspetor Reginaldo, Fábio
confessou ter matado a estudante e estava
calmo durante todo o trajeto da cidade
mineira até a 90ª DP, mas se
disse arrependido. “Ele confessou
a autoria do crime e disse que o relacionamento
deles envolvia muito ciúme. Contou
que tentou voltar com a estudante, mas
como ela não aceitou ele a matou,
com seis facadas”.
Reginaldo diz ainda que entrou em contato
com o estabelecimento onde ele comprou
a faca, momentos antes do crime, uma loja
de R$ 1,99 em Volta Redonda, e foi informado
que ele já trabalhou no estabelecimento.
Segundo informações, Fábio
tinha a intenção de se suicidar
após matar Priscilla. Os autos do
exame cadavérico e o laudo pericial
da faca serão encaminhados para
o Judiciário, para ser iniciada
a ação penal. Fábio
será encaminhado hoje para a Polinter,
no Rio de Janeiro.
Prisão
Após ser expedido o mandado de
prisão para Fábio, o inspetor
Reginaldo encaminhou uma cópia para
o delegado de Manhuaçu, Getúlio
Vargas e outra para a família de
Priscilla, que viajou até a cidade
mineira com intenção de encontrar
o acusado da morte da estudante e por coincidência
o avistaram na rua. Precavidos, acionaram
a Polícia Civil da cidade. Fábio
foi preso na varanda da casa de um tio.
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