| QUADRO
MÉDICO
Hospital público preocupa
Vereador denuncia
atendimento feito por estagiários
PIRAÍ - O vereador Alzimiro dos
Santos Dias (PT) está preocupado
com a situação do quadro
médico do Hospital Flávio
Leal. Segundo ele, cerca de 40% dos profissionais
de saúde que trabalham no órgão
de saúde são estagiários
cedidos por um Centro Universitário.
Na opinião do vereador, o número
de estudantes não poderia ultrapassar
a faixa de 20% do quadro de profissionais.
Para aumentar os riscos, os estagiários
realizam diversos procedimentos clínicos.
O vereador revela também que 80%
dos gastos mensais do hospital são
pagos pelos cofres públicos.
“
Eu acredito que o estagiário não
esteja no momento de realizar procedimentos
de um profissional. E ainda me preocupada
a possibilidade de dúvida em relação
a algum serviço médico e
com isso ocorrer um erro grave. Eu defendo
a necessidade de a administração
municipal diminuir o número de estagiários
e contratar profissionais já formados
e com experiência”, critica
o vereador.
O hospital é administrado por um
conselho gestor privado, mas a verba de
manutenção é originária
dos governos federal e municipal. “Eu
acredito que dentro dos limites é feito
um bom trabalho no hospital. Mas o prefeito
precisa tomar uma atitude antes que algum
dano aconteça”, comenta Alzimiro.
De acordo com o vereador, os serviços
médicos e odontológicos são
predominantemente realizados por estudantes
dos cursos de graduação das áreas
de saúde. Segundo ele, além
do hospital há na cidade apenas
o Posto Médico 24 horas, localizado
no distrito de Arrozal. “A população
depende do órgão de saúde.
Por isso, eles se submetem aos atendimentos
com os estudantes universitários”,
diz Alzimiro.
APADRINHAMENTO EM EXCESSO
Alzimiro desabafa sua indignação
com a administração municipal
em relação às contratações
excessivas para cargos de confiança.
O vereador revela que são 425 cargos
comissionados com salários de R$
350 a 5.700. “Enquanto faltam médicos
formados no hospital e a maioria dos servidores
ganha em média um salário
mínimo, o prefeito apadrinhou um
monte de gente com altos salários”,
critica o vereador.
ENQUETE
A reportagem de A VOZ DA CIDADE esteve
nas proximidades do Hospital Flávio
Leal para consultar populares sobre a presença
de 40% de estagiários no quadro
médico do órgão de
saúde. Foi perguntado se eles se
sentiam seguros em receber atendimentos
médicos realizados por estagiários.
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“Eu não
tenho o que falar. Minha irmã já está há duas
horas esperando para ser atendida no
setor de emergência e não
consegue. Eu não confio em estagiário.
Eles estão começando
a vida profissional.” Simone
da Costa Rosa, professora, 23 anos |
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“Não me
sinto segura em ser atendida por estagiários. É um
estágio da profissão
deles. Como que o estagiário
vai aplicar uma injeção
sem as devidas orientações?
Quando eu fiz normal também
estagiei e não era assim.” Patrícia
Valverde, professora, 23 anos |
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“Me sinto segura.
Até agora graças a Deus
não tenho nada a reclamar. O
risco é uma coisa que não
passa pela cabeça da gente.
Fico preocupado, mas preciso do atendimento.
Na hora do sufoco a gente não
tem pra onde correr. E também
eles não falam que são
estagiários.” José da
Costa Santos, aposentado, 67 anos |
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“Não confio
muito não. Médico mais
antigo é bem melhor. A gente
se sente mais segura. Estagiário
está em fase de aprendizagem.” Clenir
da Rocha Reis, dona-de-casa, 47 anos |
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“Acabei de ser
atendido por uma enfermeira. Se for
uma pessoa segura, tudo bem. Eles precisam
passar por essa fase de aprendizagem.
Dependendo do caso médico eu
não fico com medo. Só fico
preocupado nos casos graves.” Clemil
Gonçalves da Rocha, aposentado,
54 anos |
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“É a segunda
vez que eu passei aqui. Apesar de eles
serem estudantes eu fico tranqüila.
O perigo é que aconteça
um erro. A gente confia neles, mas,
e se acontece um erro grave?” Flávia
Aparecida Fonseca, dona-de-casa, 20
anos |
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