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HOMICIDIO
PM condenado a 13 anos
Crime ocorreu em dezembro de 2004, na Vila Delgado

     BARRA MANSA - O Tribunal do Júri esteve reunido para o julgamento do policial militar Rimatéia Costa, acusado do homicídio de Evaldo Farias, no último dia 5. O fato ocorreu no dia 5 de dezembro de 2004, às 4 horas, na pracinha da Vila Delgado, no bairro Ano Bom.
     Os trabalhos tiveram início por volta das 10 horas, presididos pelo juiz titular da 1ª Vara Criminal, Alberto Salomão Júnior, tendo na acusação a promotora de Justiça Ana Paula Moura e na defesa os advogados Eduardo Linhares e Maria das Graças Ávila.
     O plenário esteve totalmente tomado por estudantes de Direito, policiais, advogados e parentes e amigos da vítima.
     O primeiro a falar foi o policial militar Rimatéia Costa, que não negou que houvesse atirado na vítima. Mas disse que havia parado para urinar e como não tinha ninguém por perto ele se encaminhou para a pracinha, quando foi rendido. “Quando já estava fazendo a necessidade fisiológica fui abordado pela vítima, que disse (perdeu, perdeu). Eu estava com as mãos levantadas, ele estava com a arma próxima de mim, quando ouvimos um disparo vindo do nosso lado. Quando a atenção dele (vítima) foi despertada pelo tiro, ele se virou olhando em direção de onde tinha havido o disparo. Foi quando eu me aproveitei e saquei minha arma e dei um tiro em direção a ele. Quando ele caiu eu peguei a arma que estava em seu poder para evitar que me atirasse. Fui até meu carro, peguei o celular e liguei para o 190 alertando sobre o fato ocorrido. Pedi para que saíssem com o meu carro daquele local, pois é um lugar perigoso para ficar ali estacionado. No carro estava a minha namorada e um casal de amigos. Em seguida saí na direção da praça do Ano Bom, no caminho encontrei uma viatura que já estava indo para o local do fato e me encaminhei à delegacia, onde entreguei minha arma e a que estava com a vítima. Quero esclarecer que não havia ninguém na pracinha naquela hora da manhã”, disse o policial ao juiz.
     Um menino de 11 anos, filho da vítima, também foi ouvido. Ele disse que viu quando o acusado desceu do carro e foi urinar; seu pai reclamou com ele, dizendo que sua mãe e sua irmã estavam na praça. Aí o policial pegou a arma e deu um tiro na cabeça de seu pai e viu quando uma arma caiu no chão.
     Depois de as testemunhas serem ouvidas, começou o embate entre a promotora e os advogados de defesa. A promotora pediu a condenação do réu por homicídio duplamente qualificado e três tentativa de homicídio.
O advogado Eduardo Linhares partiu para a doutrinação e jurisprudencial, que eram as partes chaves e contraditórias do caso.
     A advogada Maria das Graças Ávila analisou pontualmente o processo, avaliando todos os depoimentos e provas existentes contra o réu.
     Depois de réplica e tréplica, os jurados foram para a sala secreta, onde votaram os quesitos formulados pelo magistrado. Após quase uma hora, o conselho de sentença retornou.
     Alberto Salomão Júnior, depois de fazer os agradecimentos a todos que participaram do julgamento, leu a sentença para Rimatéia Costa: ele foi absolvido nas três tentativas e condenado por quatro a três pelo homicídio duplamente qualificado a 13 anos e seis meses de reclusão.
     Amanhã, o Tribunal do Júri estará novamente se reunindo, para outro julgamento.