| VEREADORES
APROVAM
Fim dos problemas
Parecer de projeto
de Bullos vai a plenário
e é arquivado novamente
BARRA MANSA - Foi aprovado, ontem, o parecer
conjunto das Comissões de Constituição
e Justiça e de Finanças da
Câmara Municipal contrário
ao projeto de lei do vereador Francis Bullos
(sem partido), que tratava da proibição
de transferência de servidor entre
os quadros dos Poderes Legislativo e Executivo
e/ou sua cessão a outros Poderes
do Estado ou da União. O projeto
havia sido arquivado na semana passada,
já que duas comissões deram
parecer contrário. Porém,
por um lapso da Casa Legislativa, a Comissão
de Obras e Serviços Públicos
não foi ouvida, o que originou a
discussão da matéria em plenário.
Com a aprovação do parecer,
o projeto de lei foi novamente arquivado.
Na semana passada, Francis chegou a questionar
diversas irregularidades que originou no
arquivamento do projeto sem ir a plenário,
chegando até a requerer a nulidade
do parecer. O vereador e presidente da
Comissão de Justiça, Cláudio
Cruz (sem partido), o Baianinho, explicou
que houve um erro da procuradoria da câmara
que não especificou a apreciação
da matéria pela Comissão
de Serviços Públicos. “O
que foi claramente corrigido com a discussão
do projeto em plenário”, assegura.
Com relação às irregularidades
apontadas por Francis e divulgadas em matéria
de A VOZ DA CIDADE na última quinta-feira,
Baianinho esclareceu que a proibição
da transferência de servidores, colocada
no artigo 1º do projeto de Bullos,
já está vedada pela Constituição
Federal de 1988. “Não se pode
confundir transferência com cessão.
Não se pode criar uma lei que já existe”,
disse. Com relação ao artigo
2º, Baianinho afirma que não
seria de competência do vereador
legislar sobre um assunto de competência
do chefe do Executivo. “Quem sabe
o que é conveniente ou não é o
prefeito. A cessão ele pode fazer.
Entendo que isso é invasão
de competência, já que estamos
tratando de funcionário público.
Acho que estaríamos engessando o
chefe do Executivo se o proibíssemos
de ceder funcionários. Isso pode
até ser permuta”, destaca.
Para Francis Bullos, a competência
pode ser excluída até que
surja uma lei que proíba a cessão. “O
primo pobre não pode sustentar o
primo rico. Tem funcionário de Barra
Mansa que está cedido para Macaé.
Quem paga a aposentadoria desse servidor é o
contribuinte do município. Achei
muito pesado o veto à lei. Isso
tudo é pacífico. O que não
aceito é ser desrespeitado, já que
nem fui comunicado do arquivamento do projeto”,
conta. Cláudio Cruz contesta a informação
dizendo que o Regimento Interno não
prevê que os vereadores devem ser
comunicados antes do arquivamento de um
projeto de lei. “Ele é informado
depois, mas se for para a boa convivência
espera-se que seja dos dois lados”,
avisa.
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