HISTÓRIAS
E FATOS
José Antônio da Silva Duque
MAJOR VELOSO UM GRANDE PIONEIRO
continuação da edição anterior
Transcrevemos alguns destaques sobre Veloso,
publicado na imprensa do País como
o Jornal "O Globo".
"
Era parecido fisicamente como Lawrence
da Arábia, mas sua alma assemelhava-se
a de grandes missionário nossos
- Anchieta e Rondon. Este lançou
fios telegráficos no oeste. Haroldo
Veloso foi quem possibilitou a conquista
aérea da Amazônia pelos brasileiros.
Alem da construção das Bases
de Cachimbo (I) e Jacareacanga, devem-se-lhe
também a de numerosos campos de
pouso. A segurança de vôo
naquelas paragens longiquais e imensas
está muito ligado ao ilustre brasileiro
que tão cedo nos deixa. O sistema
de telecomunicações entre
esses ponto foi em grande parte projetada
e executada por ele, ao desincumbir-se
desses encargos, Veloso não se limitou
a execução de tarefas especificas.
Procurou amparar as populações
locais, centenas de índios e caboclos
receberam assistência medica e remédios
das suas mãos.
Pioneiro também foi da revolução,
Jacareacanga e Aragarças representaram
gestos líricos de rebeldias diante
dos descalabros. Não tiveram eficácias,
mas serviram como protestos. Isolados,
e certos, mas calaram fundo na alma dos
soldados. Haroldo Veloso, legou sobretudo,
um exemplo de desambição,
de espírito de sacrifício
e de idealismo que honra a corporação
a que tão devotamente serviu. Sua
memória ficara ligada a esperança
num Brasil sempre melhor - sonho que embalou
sua vida profícua de soldado e cidadão
exemplar" Veloso artífice do
desenvolvimento e da solidariedade.
JUSCELINO E VELOSO: ENCONTRO MARCADO PELO
DESTINO
O Major Veloso liderou a revolta de Jacareacanga,
em 1956 e foi anistiado. Veloso voltou
a conspirar contra JK, integrando a revolta
de Aragarças. Mais uma vez derrotado,
fugiu para Buenos Aires (Argentina) O Congresso
Nacional negou nova anistia aos revoltosos.
JK solicitou do Embaixador brasileiro na
Argentina que informasse ao Major Veloso
e seus companheiros que eles poderiam voltar
quando quisessem e que não mandariam
prendê-los. O lema de JK era que
lugar de brasileiro é no Brasil.
Anos mais tarde, JK cassado recebe em seu
escritório, uma visita inesperada
do Major Veloso, que pede desculpas pelos
atos do passado. JK, o abraça e
diz: "Bobagem Veloso. Se eu tivesse
a sua idade também faria o mesmo."
Após o retorno do Major Veloso ao
Brasil, JK visita Brasília e é recebido
no Aeroporto, por seus correligionários,
muito feliz, JK contou a razão de
tanta felicidade!
"
estou chegando do Rio de Janeiro, é de
uma Missa, em Ação de Graças
que o Coronel Veloso mandou rezar para
mim e eu fui com ele, que ficou ao meu
lado, agradecendo sua volta ao Brasil".
VELOSO A ALMA E O CÉREBRO DE CACHIMBO
"A historia da Base Aérea
do Cachimbo é uma historia épica,
cheia de episódios heróicos,
românticos, doidos, episódios
ricos de aventuras e de emoções,
onde a morte andou sempre rondando perto.
Começou em 1945 com os incomparáveis
Irmãos Vilas Boas. Mas um dia o
Cachimbo ficou pronto. Foi em janeiro de
1954. bandas de músicas, churrascos,
ministros, altas personalidades. Presidente
Getulio Vargas, rojões e flores.
Os convidados puderam apertar a mão
que gerou o milagre do Cachimbo, apertaram
a mão ossuda do Major Haroldo Veloso.
Porque o Major Veloso foi alma e o cérebro
da construção do Cachimbo.
Isolado da família durante meses
a fio, longe das comodidades do asfalto
do Rio de Janeiro, devorado pela malária,
pelos insetos, pelas formigas, judiado
pelo meio, e as vezes até pela infâmia,
jamais fraquejou. Ele amava a sua obra,
ele amava seu sertão. Era, antes
de tudo, um forte. A historia do Cachimbo é a
sua historia, o Cachimbo tem seu sangue".
(CPDOC - FGV) .
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