| Dia
das Mães: feiras itinerantes são
as vilãs do mercado formal
VOLTA REDONDA - Uma das principais datas
comemorativas para o comércio, o
Dia das Mães, que deveria ser sinônimo
de boas vendas, se torna motivo de preocupação
para a maioria dos empresários dos
centros comerciais da cidade. É nesta época
que duas feiras itinerantes chegam ao município:
a Feira de Malhas do Sul de Minas (Femalhas)
e a Feira Hippie Itinerante.
Diante disso, os comerciantes se sentem
prejudicados. Classificam a atuação
desse tipo de comércio informal
como concorrência desleal, uma vez
que eventos como esses não geram
riqueza para o município por meio
da arrecadação de impostos
nem privilegiam a mão-de-obra local.
Outra reclamação é quanto
ao planejamento do comércio, que
precisa programar a aquisição
de estoque durante o ano. Isso significa
que o setor define uma meta a ser alcançada
e com esse tipo de evento pode ter prejudicado
não só as vendas do mês,
mas também afetar a circulação
de capital de giro no comércio.
Os empresários também apontaram
possíveis demissões como
conseqüências mais graves em
decorrência desses tipos de evento.
Na opinião do presidente da Aciap-VR
(Associação Comercial Industrial
Agropastoril de Volta Redonda), Carlos
Alberto dos Santos, mesmo diante dos apelos
comerciais os consumidores deveriam valorizar
os serviços oferecidos pelas empresas
da cidade. “É fundamental
que a população compre no
comércio onde reside, para que haja
crescimento econômico, com geração
de emprego e renda. Além disso,
o consumidor contribui para que haja capital
de giro, conseqüentemente, mais impostos
e mais repasses, que revertem em obras
para o município", ressalta
o empresário, lembrando que o comércio é o
setor que mais emprega e o que mais paga
impostos na cidade.
O Dia das Mães é a segunda
data comemorativa mais importante para
o comércio, quando há um
crescimento nas vendas em relação
aos demais meses. A data perde apenas para
o Natal. Nessa época, as vendas
chegam a aumentar 50% em relação
aos meses anteriores.
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