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Greve inevitável
     Parece estar armada mais uma rasteira da administração municipal de Barra Mansa nos servidores, que reivindicam reajuste salarial, através do sindicato da classe.
     Com uma perda salarial em torno de 57% para os níveis 5 a 14, e 87% para os níveis de 15 a 20, o funcionalismo já não confia mais no prefeito e sua equipe econômica que, repentinamente, prometem uma proposta até amanhã.
     O sindicato do funcionalismo preparou memorial descritivo da evolução da folha de pagamento com base nos últimos dez anos para consubstanciar a proposta da categoria e para contra-argumentar com a administração.
     O sindicato vem pleiteando, desde 2005, um reajuste na ordem de 16% que não cobriria, sequer, a defasagem, mas daria um alento para a desesperadora situação do funcionalismo.
     Fontes ligadas ao gabinete do prefeito garantem que o reajuste proposto pela administração será muito aquém do mínimo pretendido pelos sindicalistas, coisa em torno de 5% a 7% e não será anunciado nem discutido nem negociado amanhã.
     O que está acontecendo, na verdade, é a estratégia traçada pela comissão de negociação da prefeitura, cozinhando a categoria em banho-maria, esperando que o sindicato apresente sua proposta para contrapropor em níveis mais baixos.
     O sindicato, segundo o seu presidente, José Francisco Campanelli, não arreda-pé dos 16% já propostos, entendendo que qualquer outro índice menor será considerado uma ofensa à dignidade de toda a categoria.
     Tudo caminha na direção de uma greve geral do funcionalismo, que já conta com o apoio dos vários segmentos da comunidade que acompanham o drama vivido pelos funcionários, aviltados em seus direitos e tratados com vilipêndio pelo prefeito e seus sectários.
     Essa greve, inevitável pela intransigência do prefeito, será de sua total responsabilidade, a quem caberá todo o ônus que venha a acarretar ao município.