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PRESIDENTE
DO Resenprevi, Helena Campanário
explica no legislativo a devolução
do recolhimento indevido
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Servidores
municipais
Devolução de recolhimento
Resenprevi pode devolver dinheiro ao funcionalismo
RESENDE
- A presidente do Instituto de
Previdência dos Servidores Públicos
do Município (Resenprevi), Helena
Campanário, aguarda um parecer jurídico
para que seja feita a devolução
dos valores de contribuição
recolhidos a mais nos vencimentos dos cerca
de quatro mil servidores do município.
A notícia foi dada na noite de terça-feira,
durante audiência pública
realizada no plenário da Câmara
de Vereadores. Na ocasião, a presidente
foi convidada a prestar os esclarecimentos
pelo vice-presidente do Legislativo, vereador
César Augusto do Nascimento (PSB),
o Augustão, que estava sendo indagado
pelos servidores. “Estávamos
sendo questionados pelos servidores porque
que não votávamos o projeto
que estaria no Legislativo para que o Resenprevi
pudesse devolver os recolhimentos previdenciários
feitos indevidamente”, explicou o
vereador que conduziu os trabalhos na audiência
pública.
Segundo a presidente, o Resenprevi está estudando
alternativas legais para que seja devolvido
aos servidores as contribuições
recolhidas a mais no período da
criação do instituto até dezembro
de 2003. “Acreditamos que nos próximos
15 dias já teremos um parecer jurídico
para que possamos de uma maneira legal
e transparente fazer com que seja feita
a devolução do percentual
que foi recolhido a mais dos servidores”,
explicou Helena, ressaltando que os descontos
teriam sido feito em cima do valor total
do vencimento do servidor. “O recolhimento
teria sido feito em cima de tudo aquilo
que não é permanente, ou
seja, que não vai servir de base
para os cálculos da aposentadoria
do servidor”, disse.
Helena também informou que o Resenprevi
está fazendo o levantamento do número
de servidores que terão direito à devolução
dos recolhimentos. “Estamos levantando
o número dos servidores que têm
direito a receber a devolução
junto com o Departamento de Recursos Humanos
da prefeitura, que fez o recolhimento.
O Resenprevi não faz o desconto
na folha de pagamento dos servidores, ele
só faz a gestão dos valores
recolhidos do servidor”, disse a
presidente, acreditando que a maioria dos
quatro mil servidores têm direito à devolução. “Os
valores a serem devolvidos são diferentes.
Eles são de acordo com o salário
de cada funcionário público.
Por exemplo, tem servidor que tem direito
a valores em torno de R$ 12 e outros de
até R$ 4 mil”, comentou.
| Resenprevi
tem 356 mil para receber do Banco
Santos |
O
diretor Administrativo e
Financeiro do Resenprevi,
José Marcos Godinho,
informou durante a audiência
pública que o instituto
deverá entrar na Justiça
para tentar receber o valor
aplicado pela gestão
anterior do instituto no
Bando de Santos, que sofreu
intervenção
federal. Segundo Godinho,
o Resenprevi tem R$ 356.647,15. “Esse
valor muda mensalmente, uma
vez que são contabilizados
os juros. No entanto, dos
R$ 380 mil que o Resenprevi
tinha aplicado só pagaram
até agora duas cotas
que somadas chegam a R$ 30
mil”, disse o diretor,
salientando que é incerto
se a instituição
financeira vai pagar a todos
os credores. “Temos
a expectativa de recuperarmos
os valores investidos no
Banco de Santos, apesar de
esse pagamento ser incerto.
Mas não podemos perder
as esperanças, mesmo
que para isso tenhamos que
entrar na Justiça”,
comentou.
A aplicação no Banco de Santos serviu para um intenso debate na
câmara. De um lado existe vereadores que são favoráveis em
convidar a ex-presidente do Resenprevi Greice Vieira Barros para explicar o motivo
de o instituto ter escolhido a instituição financeira para fazer
aplicações financeiras. “Seria bom convidarmos a ex-presidente
para que ela pudesse esclarecer sobre a aplicação no Banco de Santos.
Acredito que tenham sido tomadas todas as precauções para as aplicações,
mas o prejuízo é grande para o Resenprevi e em contrapartida para
os servidores que poderão ficar sem esse valor”, disse a vereadora
Soraia Balieiro (PT). O líder do governo no Legislativo, vereador Joaquim
Romério (PMDB), é outro que concorda com o convite da ex-presidente
para esclarecer as aplicações. “Temos que saber o porquê de
a aplicação ser feita naquela instituição financeira,
uma vez que existe uma lei do instituto que rege a gerência dos recursos
do Resenprevi”, disse Romério.
O vereador Pedro Paulo Florenzano (sem partido) é contra a convocação
da ex-presidente. “Não seria viável a discussão sobre
o Banco de Santos aqui. Infelizmente a diretoria anterior fez uma aplicação
financeira e correu um risco que pode acabar em prejuízo. Mas eles devem
ter tomado essa medida embasados em dados para que fosse feita a aplicação
na época. Agora, a única coisa que não deu certo vamos ficar
batendo no martelo? Ainda mais pelo fato de que atualmente não temos o
domínio do mercado financeiro. Para que tentar criar um debate e confronto
entre a diretoria anterior e a atual? Nós não vamos ganhar nada
com isso. Se tiver esse debate eu não vou aparecer, como forma de protesto”,
disse o vereador. O vereador Carlos Alberto da Fonseca (PMDB) foi direto. Ele
disse à vereadora Soraia Baleiro para convocar uma Comissão Parlamentar
de Inquérito (CPI). “Se querem convocar a ex-presidente do Resenprevi,
porque não fazer uma CPI?”, indagou o vereador. No final do caloroso
debate a vereadora Soraia disse que vai estudar com a Assessoria Jurídica
da câmara a possibilidade de convidar a ex-presidente do Resenprevi para
falar sobre o assunto. “Temos que sanar todas as dúvidas sobre essa
aplicação financeira”, disse a vereadora.
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