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Contraproposta da CSN de aumento real não evolui

     VOLTA REDONDA - A impressão deixada pela direção da CSN, em mais uma rodada de negociações com o Sindicato dos Metalúrgicos, não foi das melhores.
     Sem avanços, o encontro, realizado na manhã de ontem no Hotel Bela Vista, conseguiu apenas esquentar os nervos de membros do sindicato, que já cogitam medidas mais radicais para pressionar a empresa a conceder um reajuste salarial mais vantajoso ao trabalhador.
     Na audiência, a direção da CSN não evoluiu nas propostas e manteve as negociações em aberto até o término do prazo para a data-base da categoria, 1º de maio.
     Segundo o presidente do sindicato, Carlos Henrique Perrut, durante a audiência o sindicato deixou claro que os trabalhadores não abrem mão do aumento real, item principal da pauta de reivindicação, e que se a proposta não avançar haverá greve. "Estamos abertos ao diálogo, mas já avisamos à empresa o que o trabalhador quer, o aumento real. Nunca estivemos tão pertos de uma greve como agora”, avisa Perrut .
     Em negociações anteriores, os metalúrgicos recusaram a proposta de INPC pleno, no período de maio do ano passado a abril deste ano, mais um valor que variava entre R$ 2,5 mil e R$ 3 mil, referente à antecipação da PLR de 2006 e a complementação da PLR de 2005.
     A categoria reivindica INPC pleno, mais aumento real de 3%, complementação linear da PLR 2005 (Participação nos Lucros ou Resultados), além da antecipação da PLR de 2006.