Voltar
Fechando o cerco
     As reclamações contra o mau atendimento na saúde em Volta Redonda vêm se acumulando sem que se vislumbre providências por parte das autoridades responsáveis.
     As denúncias são muitas e a Câmara Municipal tem sido o ponto onde se apóiam os reclamantes. Limitados em seu poder, os vereadores levam as reclamações à tribuna, buscando uma solução que jamais chegou.
     O presidente Washington Granato, não encontrando outro caminho, anunciou a criação de uma Ouvidoria na câmara, destinada a acolher as reclamações, apurando-as através de fotos e filmagens, encaminhando-as depois ao Ministério Público.
     Será uma medida drástica, mas não se combate câncer com aspirina e qualquer meio que se busque para garantir o direito do cidadão será plenamente justificado.
     A falta de médicos nos Hospitais do Retiro e São João Batista e no Centro de Atendimento Integrado à Saúde, no Aterrado e as filas que se formam para o atendimento especializado são algumas das irregularidades que colocam a saúde em Volta Redonda na berlinda.
     Com a Ouvidoria, a câmara se colocará à frente dos problemas comunitários, tornando-se um ponto avançado para abrigar as denúncias da falta de profissionais da saúde, o mau atendimento nos hospitais, a negligência médica, entre outras irregularidades que se comprovam diariamente.
     Não somente na saúde, mas em todos os setores de atendimento à comunidade a Ouvidoria será de vital importância e se tornará peça importante para garantir o direito à cidadania.
     Quando do anúncio da Ouvidoria, na sessão de segunda-feira, o vereador Francisco Novaes foi além ao sugerir a criação de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) para apurar as denúncias contra a saúde no município.
     A saúde em Volta Redonda está no CTI. Essa a conclusão a que chegaram os vereadores e paliativos já não resolverão. A população, principalmente a mais carente, reclama solução. A Ouvidoria poderá ser a solução esperada.