Saúde
e qualidade de vida
CRI:
CENTRO DE RECUPERAÇÃO DE ITATIAIA
Quando uma criança é Hiperativa?
Freqüentemente crianças
são trazidas à consulta
médica com relato de serem “agitadas,
nervosas e distraídas”.
Não raro são rotuladas
de “problemáticas”, “desmotivadas”, “avoadas”, “malcriadas”, “indisciplinadas”, “irresponsáveis” ou,
até mesmo, “pouco inteligentes”.
Os pais contam que desde pequenos já eram
inquietos. Em casa, correm daqui para
lá o dia todo, sem que nada os
detenham, nem sequer o perigo. Tiram
brinquedos de seu lugar, esparramam todos
eles pelo chão e, quase sem usá-los,
pegam outros e outros, sem deter-se em
nenhum. Interrompem permanentemente os
adultos e as outras crianças,
respondendo impulsivamente e de forma
exagerada àqueles que os molestam.
Seus companheiros de escola os evitam,
mesmo assim eles sempre terminam chamando-os
para pedir-lhes ajuda nas lições
que não conseguem copiar a tempo.
Essas crianças sempre perdem os
objetos, são desordenados, tendo
que ser cobrados o tempo todo, não
só para que completem as tarefas,
mas também porque, distraídos,
se esquecem de que é hora de almoçar,
de jantar ou de banhar-se.
Quando começam a fazer alguma
coisa, se esquecem de terminar, param
na metade. Quando vão a algum
lugar param no caminho, para falar com
alguém, para entreterem-se numa
brincadeira, com algum animal ou passarinho
que passa voando.
Tais crianças podem ser portadoras
de Transtorno de Déficit de Atenção
por Hiperatividade (TDAH). Trata-se de
um dos transtornos mentais mais freqüentes
nas crianças em idade escolar,
atingindo de 3% a 5% delas. Apesar disso,
o TDAH continua sendo um dos transtornos
menos conhecidos por profissionais da área
da educação e mesmo entre
os profissionais de saúde. Há ainda
muita desinformação sobre
esse problema.
O TDAH ocorre devido a um desequilíbrio
das substâncias químicas
do cérebro ou de neurotransmissores
que regulam a conduta, provavelmente
sendo transmitido de forma genética.
Muitas vezes os professores são
os primeiros a detectar o problema. Diante
da suspeita, deve-se realizar uma consulta
com um profissional especializado (neurologista,
psiquiatra, pediatra, etc). O tratamento
consiste em três aspectos: a) técnicas
para melhorar a aprendizagem, b) psicoterapia
e c)
NIELSON
ABRANCHES MAJ MED
Chefe da Divisão de Medicina do
CRI
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