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ASSEMBLÉIA
Terceirizados se reúnem
Encontro será segunda-feira na Passagem Superior da CSN

     VOLTA REDONDA - Será realizada segunda-feira, às 7 horas, na Passagem Superior da Usina Presidente Vargas, uma assembléia geral direcionada aos trabalhadores das empresas terceirizadas da CSN para tratar do acordo coletivo da categoria. O trabalhadores irão votar se aprovam ou não a pauta de reivindicações. Participam da assembléia mais de quatro mil funcionários das empresas terceirizadas representadas pelo sindicato Sankyu, Comau, Ormec, Magnesita, K&K, M&P Trafos, Emac, Tecnosulfur e Vais.
     Segundo o sindicato, a pauta foi elaborada por meio de uma pesquisa realizada com trabalhadores e certamente será aprovada pela categoria. Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial, com base no INPC pleno do período de maio de 2005 a abril de 2006, mais 5% de aumento real. O valor começa a valer no dia 1º de maio, data-base da categoria. Outro item considerado prioridade pela categoria é a implantação imediata de um piso salarial a profissionais de R$ 850; piso de R$ 1.200 para os técnicos, de R$700 para auxiliares e, para ajudantes, de R$ 500.
     A categoria pede ainda que as empresas implantem, em um mês, um programa de Participação nos Lucros e/ou Resultados e um Plano de Cargos e Salário.
     De acordo com o Sindicato os Trabalhadores ela não abre mão de benefícios na área de saúde. Quer a implantação de um Plano de Saúde e um Convênio Odontológico, gratuito, para todos os trabalhadores e dependentes, sem fator moderador. Os funcionários entendem que dessa forma haverá melhorias para profissionais que já possuem plano de saúde, e que ele seja mantido aos trabalhadores afastados (INSS). No total são 24 itens que compõem a pauta de reivindicações.

NEGOCIAÇÕES COM A CSN

     Quanto à negociação com a direção da CSN realizada na ultima quarta-feira, o sindicato pretende convocar uma nova assembléia, na semana que vem, para decidir os rumos do movimento, embora a categoria em assembléia geral tenha deliberado pela greve.
     Em seu boletim, o Sindicato dos Metalúrgicos enfatiza que não há outra alternativa a não ser a greve.”Se a CSN não sabe ou finge não saber, nós reforçamos o que sabemos muito bem: é aumento real, a multa dos 40% do FGTS, a desterceirização, equalização das dívidas, desvinculação do turno de revezamento do acordo coletivo e um complemento de PLR 2005 igual para todos”.