O vereador Rodrigo Drable (PSC), de Barra
Mansa, vem dignificando o seu mandato com
atitudes corretas e posições
firmes em defesa da soberania da legalidade
sobre a imoralidade. Ele herdou, com certeza,
as qualidades de seus avôs, ex-prefeitos
Marcelo Drable, de Barra Mansa, e Aluízio
de Campos Costa, de Volta Redonda, administradores
que marcaram a sua passagem pelo Executivo
pela honestidade e seriedade no trato com
a coisa pública.
Ele vem tentando
fiscalizar o prefeito de Barra Mansa no
contrato celebrado com
a Intermídia.Biz, empresa responsável
pela propaganda do governo e que teria
faturado altíssimo sem serviços
prestados que justificassem tal faturamento.
O seu pedido
de informações
não foi respondido pelo prefeito
dentro do prazo legal nem foi solicitada
prorrogação de prazo para
a resposta, o que configura crime de responsabilidade
que pode, num município sério,
causar até a cassação
do prefeito.
"
O prefeito ignora a câmara. Para
ele, se a Casa de Leis não existisse,
seria melhor", desabafa o vereador,
indignado com o descaso com que é tratado
o Legislativo por parte do Executivo que
pratica seus atos sem tomar conhecimento
dos vereadores.
Rodrigo Drable,
dentro da sua ótica
de honestidade e austeridade, alfineta: "O
prefeito está impedindo que exerçamos
nossa função fiscalizadora.
Mas nem tudo está ao alcance dele
e nem todos têm um preço".
O vereador
não teve outro caminho
senão procurar o Ministério
Público, denunciando o prefeito
no crime de responsabilidade. Foi uma atitude
correta do vereador, ainda que extremista.
Mas, no atual descalabro administrativo
que impera em Barra Mansa, o MP é o último
contraforte onde o cidadão correto
e cumpridor das leis pode encontrar abrigo.
No MP, o
vereador foi informado da existência
de um outro processo movido contra o prefeito,
por propaganda enganosa, em 2004. No ano
passado, o prefeito foi denunciado nesse
mesmo Ministério
Público por gastar mais de R$ 2
milhões em propaganda enganosa,
como a do “IPTU mais barato do Brasil”.
O que o vereador está tentando é o
que todos os vereadores deveriam também
buscar. Dar seriedade ao seu mandato, não
se curvando ante a imponência, falsa
imponência, do prefeito que se julga
o senhor do engenho, o feitor de escravos,
a quem todos devem obedecer, sem objeções.
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