| Câmara
aprova mudança na Lei Orgânica
Municipal
VOLTA REDONDA - A Câmara de Vereadores
aprovou, por unanimidade, em primeira votação,
na sessão de segunda-feira, Projeto
de Emenda à Lei Orgânica Municipal
(Pelom), de autoria da Mesa Diretora, que
altera a redação do inciso
terceiro do artigo 177 da Lei Orgânica
Municipal (LOM), que passará a ter
a seguinte redação: “O
Poder Executivo deverá encaminhar à Câmara
Municipal, simultaneamente ao encaminhamento
do projeto de Lei Orçamentária
anual, dos projetos de lei de créditos
adicionais e qualquer outra proposição
como Mensagens e Emendas à Lei Orgânica
Municipal, em meio magnético de
processamento eletrônico, todos os
dados e informações constantes
dos referidos projetos, bem como os detalhamentos
usados na sua consolidação
e os colocará à disposição
do Legislativo”.
Trocando em miúdos, com a alteração
a Mesa Diretora quer acabar com os constantes
aborrecimentos causados pela falta de informação
- por parte da prefeitura - do programa
utilizado para abrir os disquetes em que
são enviadas as mensagens do Poder
Executivo. “Sem o programa não é possível
ter acesso às informações
contidas no disquete. Todo ano é a
mesma coisa. É só dor de
cabeça porque a prefeitura não
fornece o programa de computador que foi
usado”, disse o presidente do Legislativo,
Washington Granato (PSB), que também
quer a inclusão do Pelom no Regimento
Interno (RI) da Câmara Municipal.
Segundo Granado, a mesa espera que o prefeito
entenda e facilite os trabalhos da câmara,
sancionando o projeto. “Na votação
do último orçamento da prefeitura
perdemos noites de sono para abrir a mensagem
que estava no disquete e, mesmo assim só conseguimos
porque tivemos que pedir ajuda a técnicos
especializados”, afirma.
O vereador Maurício Batista (PSB)
também criticou o fato de a prefeitura
não fornecer o programa de computador
usado para abrir os disquetes que contêm
as mensagens enviadas para ser votadas
na câmara. “Nunca fornecem
o programa. Por isso tínhamos que
ficar implorando ao senhor PC (ele refere-se
a Paulo César, funcionário
da autarquia) do IPPU (Instituto de Pesquisa
e Planejamento Urbano) para vir aqui à câmara
para abrir o disquete. Tínhamos
que tratá-lo como se ele fosse um
rei. Era como se ele (PC) estivesse fazendo
um favor para nós”, denunciou.
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