Voltar   Douglas Jorge

NEGLIGÊNCIA
Denúncia contra hospital
Paciente teve que aguardar mais de 40 minutos na fila de espera

     BARRA MANSA - “Negligente!” Assim a dona-de-casa Sueli Aparecida Conceição, 49 anos, resume o atendimento prestado pela equipe de saúde de um hospital da cidade. Sueli relata que na última semana precisou do atendimento médico após levar uma queda que resultou num hematoma em sua cabeça. Ao chegar ao hospital, a paciente conta que teve que aguardar mais de 40 minutos na fila de espera. Insatisfeita com a demora no atendimento e não suportando mais as dores provocadas pelo ferimento, Sueli diz que implorou ao recepcionista emergência no seu atendimento, o qual, verificando a gravidade do ferimento, a conduziu ao médico de plantão, que, segundo Sueli, foi impaciente e a tratou com desrespeito.
     “ Ele jogou uns papéis de cima da mesa no chão e gritou comigo, dizendo que eu devia esperar, pois o meu caso não era grave. Que aquele hospital não era “a casa da mãe Joana”, onde todos poderiam fazer o que quisessem”, conta Sueli que assustada recusou o atendimento do médico e não esperou o resultado do raio x feito por um dos enfermeiros e acabou votando para casa com apenas um medicamento contra dores. A paciente relata, ainda, que voltou várias vezes ao hospital, mas como não estava encontrando solução para seu problema se dirigiu ao Hospital do Retiro, em Volta Redonda, onde teve que realizar uma pequena cirurgia para remover o sangue coagulado no local do ferimento. “Tive que buscar atendimento em outro hospital, pois estava me sentindo muito mal; além das dores horríveis estava com o rosto todo deformado devido ao inchaço”, explica Sueli.
     Depois de alguns dias em casa e já em fase de recuperação, a dona-de-casa diz que se sentiu na obrigação de denunciar o mau atendimento, pois poderia estar evitando que mais pessoas tenham que enfrentar semelhante problema. “Eu sei que muitas pessoas têm mania de reclamar. Nunca estão satisfeitos com nada, mas eu só fiz isso porque o meu caso foi grave, pois meu ferimento poderia ter infeccionado e eu poderia ter morrido”, lamenta.
     Ao ser questionado pela equipe de reportagem de A VOZ DA CIDADE, a direção do hospital se defende dizendo que existe maldade nas declarações da paciente Sueli Conceição. “O tempo máximo que um paciente espera para atendimento é de, aproximadamente, quatro minutos e quanto às declarações a respeito do atendimento do médico que estava de plantão acredito também serem maldosas, mas estaremos apurando os fatos e nos manifestaremos a respeito do assunto o mais breve possível” revela Edson Pimentel, provedor do hospital.