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I FÓRUM MUNICIPAL
Cresce o número de adoções
Município tem 26 casais na fila, mas preconceito ainda é grande

     VOLTA REDONDA - O município tem 26 casais na fila de espera para adotar uma criança. Segundo o juiz da Infância e da Juventude, Alberto Pontes Garcia Júnior, a extensa fila se deve à exigência dos candidatos para que os futuros filhos tenham uma determinada cor de pele e que sejam, na maioria das vezes, recém-nascidos. Na verdade, os órfãos do município que estão à espera da adoção enfrentam os preconceitos de raça, idade e sexo. Isso foi constatado ontem, durante o I Fórum Municipal de Debates sobre Adoção, durante toda a manhã, no auditório da Secretaria Municipal de Educação (SME), no bairro Niterói.
     Além de representantes de entidades diversas que defendem os direitos dos menores, participaram autoridades como promotores, juiz de Infância, advogada especialista em Direito da Família, psicóloga e terapeuta, além da presidente do Conselho Municipal de Direito da Criança e do Adolescente, Ângela Maria Netto de Albuquerque.
     Durante o encontro, que teve duração de cerca de quatro horas e como tema A dor total do abandono só se cura com a adoção. Ampliar essa cultura é dever de todos nós, foi constatado que cinco órfãos à espera da adoção enfrentam os preconceitos de raça, idade e sexo. A maioria dos candidatos prefere crianças de pele clara e menores de três anos. Alegam que as pequenas são mais fáceis de educar do jeito que querem. Por isso, de acordo com os organizadores do evento, a idéia foi para incentivar a adoção de crianças mais velhas. O juiz da Infância e da Adolescência de Volta Redonda defendeu que não deve fazer diferença a idade e a cor da criança e sim a vontade de se ter um filho.
     O I Fórum Municipal sobre Adoção de Volta Redonda foi uma realização do governo municipal e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Durante o encontro aconteceu uma mesa-redonda entre as autoridades participantes que debateram assuntos diversos, como O Papel da Justiça na Adoção; O Papel do Ministério Público na Adoção; A Adoção Tardia: Mitos e Realidade; A Importância do Ministério Público, do Poder Público e da Magistratura no Direito à Convivência Familiar; e O Papel dos Grupos de Apoio à Adoção na Conscientização da Sociedade; Adoção Internacional – Construíndo o Cuidado Como Valor Jurídico.