BARRAMANSEANDO...
Professora Matilde Diniz Lacerda
Bom dia, caríssimo leitor!
Do poema Solilóquio, de Francisco Nogueira, extraí estes versos: “Passarei
como aquela nuvem, / como aquela cor de céu, como as flores, / como a
brisa que desliza em teu rosto. / Passarei como toda lembrança / que não
resiste ao tempo de esquecer... / Passarei para a visão dos teus olhos
tristes / pousados em meu semblante de cera; / passarei depois de tudo, passarei
/ para não voltar e novamente passar.”
O mineiro/barramansense Francisco Nogueira, poeta integral, usineiro do sonho,
segundo palavras do admirável poeta Expedito Pereira, nos deixou neste
22 de abril. O Grêmio Barramansense de Letras (Grebal) está de luto!
Seu fundador, a expressão mais alta de suas letras partiu para não
mais voltar. Mas, jamais será esquecido por nós - cultivadores
das letras.
São obras suas, entre outras: Sonetos (prosa e verso) Poemário,
Método de versificação, Método para trovar, Esboços
de crítica, Canto menor (trovas). Foi co-autor no livro de contos Os olhos
do falecido.
Crítico literário, conseguiu, ao contrário do que é costume
entre os que praticam tal mister artístico, a proeza de ser sucinto sem
obscuridade e abrangente sem ser prolixo. Foi um dos fundadores do Movimento
Barramansense de Expansão Cultural (Mobec) que compreendia quatro grêmios:
Grebal (letras), Grebav (artes visuais), Grebam (música) e Grebat (teatro).
Não
podemos nos esquecer de que já funcionava com brilhantismo, naquela época,
o Grêmio Cultural e Artístico Barramansense (Grecab), que apresentou
belíssimas peças, revelando grandes atores. Porém, infelizmente,
dos grêmios criados apenas o Grebal foi à frente, graças à entusiasta
batalha empreendida por Francisco Nogueira e seus companheiros de sonho.
O nosso querido amigo foi o primeiro presidente do Grebal e o fiel conselheiro
de suas diretorias, cargo exercido, com precisão, boa-vontade e carinho
até poucas horas antes de sua repentina partida. Em nome de todos os grebalistas
só posso lhe dizer: obrigada, Poeta-sonhador! Por você ter existido,
pela sua generosidade e entusiasmo na luta para que nosso movimento cultural
se vivificasse e se eternizasse. Você, amigo, ficará na História
de Barra Mansa como um dos maiores incentivadores de sua cultura e como escritor
de valor inconteste, poeta, jornalista, crítico, contista e cronista.
Mas, principalmente, graças a sua luta pela construção da
nossa querida Esquina das Letras: o Grebal.
À família do inesquecível amigo, as nossas condolências
e preces para o conforto de todos. E, uma vez mais, ao conselheiro Francisco
Nogueira, o nosso muito obrigada! Descanse em paz nos braços de Deus.
Amém.
Até a próxima!
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