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‘Quem quer dinheiro?’
     Repercute, ainda, o “aumento” que o prefeito de Barra Mansa concedeu ao funcionalismo. Depois de muita discussão, de propostas e contrapropostas, o prefeito, na sua onipotência, bateu o martelo nos 6% para as categorias mais elevadas e 10% para os que percebem até R$ 300.
     Foi mais uma traição do prefeito com a categoria, pois ele vinha discutindo com o Sindicato dos Funcionários que pleiteava o mínimo de 16% geral, para fazer frente a uma perda que se acumula durante anos e chega a mais de 80%.
     A categoria está indignada e com justiça. O que se praticou contra ela foi uma torpeza e o aumento não passou de um deboche do prefeito que concedeu benesses elevadas para os seus secretários e cargos comissionados.
     A atitude do chefe do Executivo exasperou o funcionalismo que, agora, sabe que não pode contar com ele para nada, a não ser para medidas que prejudiquem os servidores municipais.
     Alegar que não tem verba seria um absurdo. O município gasta rios de dinheiro na propaganda do prefeito, propaganda enganosa, mentirosa e mantém uma agência de publicidade que pouco trabalha, mas recebe muito dos cofres do município.
     A distribuição de verba na prefeitura para os apaniguados do prefeito é farta e indiscriminada. Faz até lembrar aquele quadro de um programa de TV, quando o apresentador jogava notas de dez mil para o alto e perguntava: “Quem quer dinheiro?”
     Seria engraçado se o dinheiro que o prefeito joga para o alto não fosse do seu, do nosso imposto, que nos obrigam a pagar, sob risco de perdermos nossos imóveis. O funcionalismo está, desde a semana passada, em expectativa de greve geral. Não se fala outra coisa entre os funcionários da prefeitura, revoltados com a vilania no tratamento com o município.
     A sociedade precisa ser informada do andamento do confronto do prefeito com o funcionalismo para, em caso de greve - hoje, considerada inevitável - debitar os prejuízos a quem de direito.