Voltar   Cloves Alves
PAULO CÉSAR se define como um homem intenso na vivência dos amores que teve

Livro de poesias traduz a alma feminina

     RESENDE - A complexidade do universo feminino está sendo apresentada em uma coletânea com mais de 100 poesias escritas por Paulo César de Oliveira Pinto. Esse carioca de 49 anos, que há 14 escolheu Resende para viver e produzir suas obras, se define como um homem intenso na vivência dos amores que teve. Toda essa experiência foi colocada em 157 páginas que dão conta de momentos, impressões, sensações e sentimentos conhecidos e vividos por PC, como é conhecido, e serão levados ao público hoje, na livraria Nobel do Resende Shopping, a partir das 18 horas.
     “ As poesias não falam apenas do que eu vivi. Faço homenagens a mulheres como Luisa Brunet e Malu Mader, que traduzem a essência da mulher brasileira. Escrevo pelo charme, pela beleza, pela elegância... até mesmo por um caminhar bonito que vejo”, destaca o autor que externa suas impressões a respeito do sofrimento romântico. “Uma vez o escritor Gustavo Praça me perguntou se eu já sofri muito por amor. Respondi que a minha inspiração vem do fato de eu viver intensamente todos os meus relacionamentos, guardando sempre boas lembranças. Cheguei à conclusão que justamente por causa desse sofrimento acabo tendo inspirações maravilhosas e assim abro espaço para que outras pessoas se aproximem, formando novos relacionamentos e me dando novas inspirações”, reflete.
     Com quatro livros escritos e três trazendo poesias, PC afirma que nunca se imaginou nessa ocupação. “Sou fã de Vinícius (de Moraes) e sempre, desde novo, gostei muito de escrever, mas não conhecia meu dom de passar para o papel aquilo que eu sinto. Tive muito contato com o mundo jornalístico e com escritores famosos. Fui guardando e juntando tudo o que vivi ao longo dos meus 49 anos e vi que valia a pena publicar”, explica, e dá uma dica a quem gosta de escrever. “Muitas pessoas chegam até mim me dizendo que têm algumas coisas escritas mas têm vergonha de publicar. Não precisa ficar intimidado, porque é válido mostrar ao mundo o que a gente sente e os versos desempenham muito bem esse papel”, defende o poeta, que lamenta os rumos que o romantismo está tomando. “Infelizmente o romantismo está muito esquecido. Antigamente os rapazes escreviam cartas de amor para as namoradas, que ficavam encantadas. Não sei o que está acontecendo com a juventude de hoje, que só se preocupa em ‘pegar’, não lembrando dos outros fatores que devem estar presentes em um relacionamento”, finaliza.