| Preço
do frango continua em baixa
VOLTA
REDONDA - Segundo previsão
dos pesquisadores de preços de cestas
de compras, enquanto alguns comerciantes
reclamam o consumidor comemora, porque
o preço do frango resfriado deverá permanecer
em baixa. Segundo comerciantes do município,
o aumento dos casos de gripe aviária
no exterior fez com que os consumidores
evitassem comer a carne de frango, ocasionando
a redução dos preços
do produto e a queda da exportação.
Além da gripe aviária, outros
fatores que contribuíram para a
queda do preço foram o excesso da
produção de frango e a demanda
menor, típica do mês de janeiro
deste ano, reflexo do período de
férias escolares e das despesas
com tributos.
De acordo com o comerciante Flávio
Luciano Rodrigues, o frango foi o produto
que mais pressionou a queda da cesta desde
o início do ano. Segundo ele há a
informação de que nos próximos
meses o preço relativamente barato
continuará em razão da gripe
aviária que ainda está causando
medo em todo o mundo. O preço caiu
cerca de 50% em relação ao
mesmo período do ano passado. Em
alguns estabelecimentos, o quilo do frango é encontrado
por até R$ 0,99, o que tem causado
tumulto em alguns estabelecimentos.
PRODUTOS MAIS CAROS
Entre os produtos que fazem parte da cesta
de compras, enquanto o preço do
frango continua barato, o leite ficará mais
caro entre este mês e setembro, em
virtude da entrada da entressafra, assim
como o açúcar, que permanecerá em
alta por causa de uma série de acontecimentos
no mercado internacional. Já o café vai
continuar no nível em que está porque
a nova safra já começou a
ser colhida. Feijão e arroz, que
tiveram uma alta em seus preços,
voltam ao custo normal a partir deste mês.
A carne de segunda sem osso e a carne de
primeira foram os segundo e terceiro produtos,
respectivamente, que mais pressionaram
a baixa na cesta. Tendo em vista a crise
em que o Brasil passou com relação à febre
aftosa, no ano passado, o preço
da carne teve um comportamento instável
no mercado.
As exportações brasileiras
de carne bovina tiveram uma expansão
recorde em 2005. Com isso, o impacto da
febre aftosa nas vendas externas foi pequeno,
porque os grandes frigoríficos remanejaram
sua produção para exportação.
No mercado interno, no mês de janeiro
a grande quantidade de animais destinados
ao abate contribuiu para a queda de preço
do produto.
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